Marcos Moreno - Europa Press
CEUTA 29 ago. (EUROPA PRESS) -
Mais de uma centena de moradores de Ceuta participaram neste sábado de uma nova manifestação popular que percorreu diversos pontos da cidade e teve como momento central uma “senta-protesto pacífica” na rotatória que liga a fronteira de Tarajal à subida para Loma Colmenar, onde os participantes reivindicaram “unidade” diante da situação que a cidade enfrenta após a entrada em massa de migrantes no último dia 30 de julho.
A manifestação, organizada de forma espontânea por meio de redes sociais e grupos de mensagens, teve início por volta das 18h30 nas Muralhas Reais e seguiu pelo Polígono Virgen de África e pela rodovia N-352 até chegar à rotatória localizada ao lado do posto de fronteira.
Lá, os participantes sentaram-se no asfalto no que definiram como uma ação simbólica “em sinal de unidade e reivindicação”. Após o protesto, houve um minuto de silêncio pelo “sofrimento da sociedade de Ceuta” e pela situação que, segundo denunciaram, a cidade vem enfrentando há um mês.
Durante o percurso, ouviram-se slogans já habituais nos protestos das últimas semanas, como “Ceuta não se vende, se defende”, “Ceuta unida jamais será vencida” ou “Um caballa nunca se rende”, juntamente com outras críticas dirigidas ao governo central.
A marcha prosseguiu posteriormente até Loma Colmenar, onde os manifestantes expressaram seu apoio aos moradores do bairro, que se mobilizaram em várias ocasiões desde o início da instalação de um centro de acolhimento provisório para migrantes em uma esplanada da região.
Os moradores mantêm seus protestos contra as consequências decorrentes da presença desse centro e da concentração de pessoas nas imediações. Além dos migrantes que já estão alojados dentro das instalações, pelo menos uma centena permanece acampada há dias do lado de fora, aguardando acesso ao local.
Entre as preocupações expressadas pelos moradores está a proximidade de uma creche localizada a poucos metros do centro, cuja inauguração está prevista para o próximo mês de setembro.
Parte dos participantes prolongou posteriormente a manifestação até a Delegação do Governo, onde voltaram a exigir a renúncia do delegado do Governo em Ceuta e clamaram por um maior envolvimento do Executivo central para lidar com as consequências da crise migratória.
O protesto transcorreu sem incidentes e com um caráter marcadamente pacífico, em contraste com os distúrbios registrados em outras manifestações realizadas nas últimas semanas
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