Publicado 01/08/2026 13:13

Os ministros do Interior da UE se reunirão na terça-feira para discutir a crise migratória em Ceuta

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo da bandeira da União Europeia ao lado de várias bandeiras dos países que a compõem.
Eduardo Sanz - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 1 ago. (EUROPA PRESS) -

Os ministros do Interior da União Europeia se reunirão na próxima terça-feira por videoconferência para discutir a evolução da crise migratória em Ceuta, depois que tanto o presidente do Governo, Pedro Sánchez, quanto os líderes de outros 22 Estados-membros solicitaram a convocação urgente de uma reunião extraordinária para analisar a situação e coordenar a resposta do bloco.

“Na qualidade de Presidência do Conselho, a Irlanda convocará na terça-feira uma reunião do Conselho de Justiça e Assuntos Internos, presidida por Jim O’Callaghan, para debater a evolução da situação em Ceuta”, anunciou o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual garantiu ainda que permanece “em estreito contato com todos os Estados-membros e as instituições” e que continua “acompanhando de perto a situação”.

A confirmação chega poucas horas depois de Sánchez ter solicitado às instituições europeias a convocação de uma reunião extraordinária para articular uma “resposta comum” diante da crise, uma iniciativa que, paralelamente, também foi apresentada neste sábado pelos líderes de 22 países da UE por meio de uma carta dirigida igualmente à Presidência irlandesa do Conselho, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Em sua carta, Sánchez expressa sua “séria preocupação” com a reação de alguns governos europeus após a emergência migratória em Ceuta, depois que vários deles, como Itália, Suécia ou Dinamarca, chegaram a exigir a suspensão temporária da Espanha do Espaço Schengen ou propuseram medidas como o restabelecimento dos controles de fronteira.

Uma resposta que o chefe do Executivo qualificou de “assimétrica”, ao entender que se baseia em “preconceitos, notícias falsas, ignorância ou interesses políticos” e que, além disso, considera contrária ao Direito europeu e aos princípios de solidariedade comunitária.

Os outros 22 líderes, por outro lado, atribuem em seu texto às políticas migratórias do governo espanhol a responsabilidade por terem favorecido a crise, argumentando que a recente decisão do Supremo Tribunal sobre as repatições imediatas e a regularização extraordinária de um “número muito elevado” de migrantes podem ter incentivado novas chegadas.

Na carta, eles exigem, portanto, uma resposta europeia mais contundente para “dissuadir eficazmente e combater incansavelmente a migração ilegal”, reforçar as fronteiras externas e abordar “todas as políticas que possam servir como fatores de atração”, além de apoiar a Espanha para “restabelecer o controle efetivo” das fronteiras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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