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MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
Os ministros das Relações Exteriores, Hugo de Zela Martínez, e da Defesa, Carlos Díaz, apresentaram nesta quarta-feira sua demissão em resposta à decisão do presidente do Peru, José María Balcázar, de suspender a compra de caças F-16, apesar de a Força Aérea ter assinado o contrato de venda.
De Zela tornou pública sua “total discordância” com essa “mudança repentina de decisão” do presidente peruano, que não apenas “retira sua credibilidade”, mas também “coloca em risco” o país, afirmou em entrevista à RPP, onde informou já ter enviado sua carta de renúncia.
“Isso faz com que nos tornemos um país com o qual não se pode confiar em um processo de negociação”, lamentou De Zela, que acusou Balcázar de “mentir” aos peruanos depois que, dias atrás, ele afirmou que seu governo não havia comprado os aviões, apesar de já circular na mídia o acordo que havia sido alcançado com a fornecedora norte-americana Lockheed Martin.
“Ele sabia que os dois contratos haviam sido assinados (...) O Ministério da Defesa comunicou a Balcázar que os dois contratos haviam sido assinados; no entanto, ele tem aparecido na mídia dizendo que os contratos não estão assinados. Acho grave que um chefe de Estado minta”, afirmou.
De Zela explicou que, com base nessas “mentiras”, é “impossível” que ele possa exercer seu cargo de ministro das Relações Exteriores e explicou que tentou convencê-lo da necessidade de assinar esses contratos em uma reunião na qual também esteve presente o até então ministro da Defesa.
Díaz também apresentou uma carta de renúncia na qual comunicou ao presidente peruano sua “discordância substancial” com a decisão de dar marcha atrás nessa compra, já que “isso poderia comprometer os interesses do país e gerar consequências de grande relevância”.
Na véspera, Balcázar reiterou que, sob seu governo, essa compra não será realizada e que caberá ao próximo executivo, que surgirá após o segundo turno das eleições de 7 de junho, dar andamento a esses contratos.
“Meu gabinete considerou necessário que seja o novo governo, com toda a legitimidade do caso, que realize a compra das aeronaves”, afirmou o presidente do Peru em entrevista à emissora Exitosa, ressaltando que “desde o início” ficou acordado que a aquisição das aeronaves seria adiada.
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