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MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
Os ministros argentinos da Defesa, Carlos Presti, e das Relações Exteriores, Pablo Quirno, visitaram o local em Ushuaia onde está prevista a instalação de uma futura Base Naval Integrada, projeto militar paralisado há décadas e que o presidente, Javier Milei, retomou diante do novo impasse com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas.
Os ministros argentinos se reuniram com líderes regionais, como o governador da Terra do Fogo, Gustavo Melella, e a vice-governadora Mónica Urquiza, que “demonstraram total disposição para ajudar no projeto da Base Naval Integrada”, conforme afirmou Quirno em declarações publicadas pelo jornal ‘La Nación’.
Embora tenha esclarecido que as autoridades provinciais “não vão contribuir com financiamento nem recursos para a obra”, de modo que o projeto será coberto exclusivamente com recursos do governo federal.
Melella destacou a “importância” para a região de que o projeto siga adiante, após lembrar que “há quarenta anos se fala da Base Naval Integrada”. “Vínhamos impulsionando o projeto, inclusive com o governo nacional anterior”, ressaltou ele, insistindo na “posição geopolítica estratégica única” que a província da Terra do Fogo ocupa.
“Se observarmos como o Chile avança, como o Reino Unido avança, com todo o respeito, a Argentina não pode ficar para trás”, alertou, enfatizando que o projeto é importante para “a defesa da soberania”, deixando de lado as “diferenças políticas e ideológicas em algumas questões” que tem em relação ao governo de Milei. “Neste projeto, estamos totalmente de acordo e ele precisa ser realizado”, concluiu.
Milei deu início a uma nova fase na disputa com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, arquipélago no Atlântico Sul pelo qual ambos os países travaram uma guerra de dez semanas em 1982, com o anúncio de sanções contra empresas e pessoas que promovam atividades petrolíferas nas imediações das ilhas sem permissão de Buenos Aires.
Ao mesmo tempo, o chefe da Casa Rosada classificou como “prioritária” a construção de uma “base naval integrada” na Terra do Fogo e o aumento das capacidades do país em matéria de telecomunicações, insistindo que essas instalações transformarão a Argentina em um polo logístico na região.
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