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Robles nega que as bases de Morón e Rota tenham prestado assistência logística aos EUA no âmbito dos ataques ao Irã GRANADA 2 mar. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Defesa, Margarita Robles, confirmou nesta segunda-feira que os mais de mil militares destacados na região do Oriente Médio estão bem, mas esclareceu que seu departamento monitora a “difícil” situação lá de forma “permanente”.
Em uma visita à Escola Militar de Helicópteros-Ala 78, localizada na Base Aérea de Armilla (Granada), Robles precisou que as tropas destacadas no Líbano, Iraque e Turquia estão tomando “todas as medidas de prevenção e segurança” no âmbito dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocaram bombardeios por parte de Teerã.
Robles destacou os cerca de 650 militares destacados na missão da ONU no Líbano (FINUL), tendo em conta que se encontram no centro dos ataques cruzados entre o partido-milícia xiita Hezbollah, que se juntou ao conflito, e Telavive. A ministra revelou que eles passaram a noite em bunkers, mas atualmente “estão zelando pela sua integridade”.
No Iraque, onde há tropas espanholas destacadas na missão da OTAN e na da Coalizão Internacional contra o Estado Islâmico, os militares “estão perfeitamente posicionados para evitar qualquer tipo de ataque, com cautela e prudência”, precisou Robles. E na Turquia, no âmbito da operação de apoio em que militares espanhóis operam a bateria de mísseis Patriot, os soldados espanhóis estão em uma situação de “normalidade e tranquilidade”. De qualquer forma, a ministra enfatizou que o Ministério da Defesa está fazendo um “acompanhamento permanente da situação”. EUA E ISRAEL AGEM DE FORMA UNILATERAL
Por outro lado, Robles salientou que as bases de Morón (Sevilha) e Rota (Cádiz) não prestaram “nenhum tipo de assistência” a Washington no âmbito do ataque. A ministra da Defesa explicou que nas bases vigora um acordo com os Estados Unidos, mas que esse tipo de “ações” requer “proteção internacional” na forma de uma resolução.
Mas o ataque contra o Irã carece desse “quadro de legalidade internacional”. “Os Estados Unidos e Israel estão agindo unilateralmente, sem o apoio de uma resolução internacional, e não estão usando essas bases”, insistiu a ministra.
Questionada sobre a saída dos aviões-tanque americanos destacados em Morón e Rota, Robles informou que “eles partiram porque não iriam realizar nenhuma ação”. “O Exército dos Estados Unidos decide o que fazer com os aviões-tanque, que não realizaram nem irão realizar nenhuma ação de manutenção ou apoio, e provavelmente por isso tomaram a decisão de ir para outras bases”, explicou.
Sobre o conflito no Oriente Médio, Robles insistiu que a Espanha “aposta claramente em soluções diplomáticas e no ordenamento jurídico internacional” e esclareceu que, embora “o povo iraniano tenha o direito de se libertar, particularmente as mulheres”, deve ser Teerã “quem resolva seus problemas”. No entanto, deixou claro que “o regime iraniano e a repressão dos últimos protestos são absolutamente detestáveis e rejeitáveis”. “A violência, os conflitos e as mortes não serão a solução, a Espanha é contra a violência e as Forças Armadas destacadas no exterior estão sempre em missões de paz”, concluiu Robles.
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