GABRIELA SARDÁ NÚÑEZ - EUROPA PRESS
O acesso ao local começou pouco depois das 9h30, enquanto os operários continuam finalizando a instalação das tendas
CEUTA, 18 set. (EUROPA PRESS) -
Os migrantes provenientes dos assentamentos nas praias de Trampolín e Benítez começaram a entrar, pouco depois das 9h30, no centro de acolhimento provisório habilitado pelo governo no Cais de Poniente do Porto de Ceuta, após uma manhã marcada por momentos de tensão durante o deslocamento e pela intervenção das Forças de Segurança para conter a multidão.
O acesso ao centro está ocorrendo de forma escalonada e em grupos reduzidos, depois que os agentes estabeleceram um cordão policial para controlar os migrantes concentrados nas imediações dos galpões industriais próximos à zona portuária. O governo havia planejado a operação com o objetivo de evitar aglomerações, diante da previsão de uma chegada em massa a um recurso com capacidade limitada.
Ao chegar, a equipe encarregada de receber os migrantes coloca uma pulseira azul neles e lhes oferece água e sucos em mesas instaladas nas portas do recinto. Enquanto o acesso continua, vários funcionários seguem trabalhando no interior das tendas para concluir a instalação do complexo, incluindo a montagem de beliches destinados ao alojamento.
O dia começou pouco depois das 6h30, quando efetivos da Guarda Civil se posicionaram nos assentamentos do Trampolín para começar a agrupar os migrantes e iniciar seu transporte. Quando a multidão proveniente dessa área chegou à praia de Benítez, milhares de pessoas começaram a avançar pela estrada em direção à área industrial próxima ao porto.
O avanço, inicialmente a pé, acabou se transformando em uma corrida por parte da multidão, que, a princípio, não pôde ser contida pelos agentes mobilizados. A situação foi controlada nas proximidades da zona industrial, onde reforços da Polícia Nacional se juntaram e foi estabelecido um cordão policial para organizar o transporte.
MOMENTOS DE TENSÃO E INTERVENÇÕES POLICIAIS
Durante as primeiras horas, ocorreram momentos de tensão e intervenções policiais para conter parte dos migrantes e impedir que ultrapassassem o dispositivo de segurança. Posteriormente, os policiais começaram a selecionar grupos reduzidos para acompanhá-los até o centro de acolhimento do Cais de Poniente, onde o acesso ocorreu de forma ordenada.
O dispositivo de segurança é composto por cerca de 240 policiais da Polícia Nacional e da Guarda Civil e conta com o apoio de drones. Segundo a Delegação do Governo, a Polícia Nacional mobilizou cerca de 170 agentes, principalmente da Unidade de Intervenção Policial (UIP), enquanto a Guarda Civil participa com cerca de 70 agentes do Grupo de Reserva e Segurança (GRS) e das Unidades de Segurança Cívica (USECIC).
O porto tem capacidade para cerca de 1.800 pessoas, enquanto o número de migrantes que permaneciam nos assentamentos de Trampolín e Benítez é estimado em mais de 4.000. Essa diferença entre a capacidade do dispositivo e o volume de pessoas provenientes dos acampamentos levou o governo a estabelecer um sistema de agrupamento e transferência em etapas para evitar aglomerações e possíveis corridas em massa.
Entre as pessoas transferidas, há também menores de idade. Fontes do governo afirmaram que elas não estão sendo deixadas na rua e que, enquanto se define uma alternativa de acomodação, lhes é permitido permanecer no centro de acolhimento para adultos, em coordenação com a área de Menores da Cidade Autônoma.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático