Publicado 21/01/2026 16:06

Os líderes dos 27 países da União Europeia buscam amanhã uma resposta comum às ameaças dos EUA sobre a Groenlândia e novas tarifas.

Archivo - Arquivo - Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen, conversam na sala de reuniões das cúpulas dos líderes da UE em Bruxelas.
ALEXANDROS MICHAILIDIS / EUROPEAN UNION - Arquivo

Eles avaliam reabrir a guerra comercial com Washington ou ativar o mecanismo anticontração diante da “coerção” de Trump BRUXELAS 21 jan. (EUROPA PRESS) -

Os líderes dos 27 países da União Europeia reúnem-se esta quinta-feira em Bruxelas, em um Conselho Europeu extraordinário convocado pelo presidente da instituição, António Costa, para acordar uma resposta conjunta à ameaça dos Estados Unidos de assumir o controle da Groenlândia e de impor tarifas aos países europeus que participaram em manobras militares na ilha do Ártico.

Em plena crise aberta com a administração de Donald Trump por suas pretensões de anexar parte do território de um país membro da UE, a Dinamarca, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia se reúnem apenas um mês após a última cúpula do Conselho Europeu, desta vez para debater uma resposta à “coerção” de Washington.

Nos últimos dias, os líderes da UE mantiveram contatos em eventos em que coincidiram à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), embora seja nesta cúpula convocada durante a noite em Bruxelas que eles deverão definir a posição da União em relação a Washington.

A cúpula parecia estar em risco depois que se soube que o presidente francês, Emmanuel Macron, convidou o presidente americano, Donald Trump, para um jantar em Paris com os países do G7, ao qual também estariam convidados ucranianos e russos, embora isso não tenha sido confirmado e o Conselho Europeu tenha corroborado a presença do inquilino do Eliseu.

De fato, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tomou na quarta-feira a decisão de não retornar ao Fórum de Davos — onde teria se encontrado com Trump — para se concentrar na preparação desta reunião “muito importante” e na qual será feita uma “avaliação” da situação geopolítica da União Europeia, conforme explicou em uma coletiva de imprensa o porta-voz comunitário Olof Gill.

Está previsto que os líderes dos 27 também abordem outros assuntos, como a possível participação da UE na Junta de Paz para a Faixa de Gaza organizada pelos Estados Unidos, convite que alguns países membros já rejeitaram, como a França, que argumentou que questiona os princípios da ONU por querer mediar outros conflitos a nível mundial no futuro.

TODOS SE SOLIDARIZAM COM A DINAMARCA E A GROENLÂNDIA Por enquanto, há consenso em torno da defesa do Direito Internacional, da integridade territorial e da soberania nacional dos países da UE, conforme detalhado pelo próprio presidente do Conselho Europeu durante sua intervenção nesta quarta-feira no plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

Segundo o socialista português, há também um amplo apoio e solidariedade com a Dinamarca e a Groenlândia, ao mesmo tempo em que se compartilha a importância da segurança na região do Ártico, que os 27 defendem que deve ser garantida através da OTAN.

Perante as ameaças tarifárias de Donald Trump a até seis países da UE, os líderes dos Estados-Membros concordam que é necessário responder com firmeza, embora não haja nenhuma medida concreta em cima da mesa e tudo dependa do que for acordado na cimeira extraordinária que se realiza esta quinta-feira na capital comunitária. TARIFAS E MECANISMO ANTICOERÇÃO, POSSÍVEL DEFESA

Durante sua intervenção no Parlamento Europeu, Costa alertou que a União Europeia tem “o poder e as ferramentas” para se defender de “qualquer forma de coerção”. “Estamos preparados para nos defender, para defender nossos Estados-membros, nossos cidadãos e nossas empresas”, afirmou.

A primeira resposta que está sendo considerada aponta para a reabertura da guerra tarifária com Washington, cancelando o acordo comercial fechado com Donald Trump e reativando o pacote de 93 bilhões em tarifas que a União mantém guardado desde o verão passado e que entrará em vigor em 6 de fevereiro, a menos que os 27 acordem o contrário.

Existem outros instrumentos comerciais, como o mecanismo anticoerção, que permite sancionar países terceiros que exercem pressão econômica para tentar forçar a UE, um instrumento muito poderoso, mas com um processo mais lento, pelo que não permite uma ativação imediata.

No entanto, embora não esteja previsto na agenda dos líderes — uma vez que será definitivamente fechada na quinta-feira de manhã —, é provável que o freio ao Mercosul pelo Parlamento Europeu seja incluído no início da cúpula, dado que a presidente do Parlamento Europeu estará presente no início.

Além disso, durante as últimas semanas, acumularam-se assuntos que poderão ser tratados neste Conselho Europeu, como a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, as sanções que a Comissão prepara contra o Irão ou as negociações para o acordo de paz na Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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