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MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos retirou as intimações que havia emitido contra vários jornalistas do “New York Times” por terem noticiado falhas de segurança no avião presidencial Air Force One, presenteado pelo Catar ao presidente Donald Trump.
As intimações visavam a comparecimento dos repórteres Julian E. Barnes, Eric Lipton, Tyler Pager e Eric Schmitt perante o grande júri de um tribunal de Manhattan por terem noticiado que o serviço de proteção presidencial, o Serviço Secreto, recomendou a Trump que abandonasse a cúpula da OTAN da semana passada em Ancara (Turquia) a bordo do antigo Air Force One, pois o novo avião não contava com medidas avançadas de segurança para se proteger de possíveis ataques com mísseis.
O Departamento de Justiça alegou que os jornalistas poderiam ter cometido o crime de divulgação de informações confidenciais de segurança nacional.
Em vez disso, o juiz federal Arun Subramanian interrogou autoridades do Departamento de Justiça para que tentassem justificar o que a mídia norte-americana e associações de imprensa condenaram como uma violação da liberdade de imprensa. O magistrado, insatisfeito com as explicações, advertiu os responsáveis do Departamento de Justiça de que, caso não retirassem as intimações, ele as anularia por decisão judicial.
Para o advogado-chefe do “NYT”, David McCraw, trata-se de “um grande dia para a Primeira Emenda e um grande dia para o Estado de Direito”, e que “os tribunais federais defenderam o que é justo neste país”, segundo declarações à emissora pública NPR.
Por outro lado, o Departamento de Justiça criticou a conduta do juiz por violar “princípios claros e arraigados, bem como o bom senso”, ao obstruir uma investigação de segurança nacional. “Que fique claro: esta investigação continua em andamento e buscaremos justiça contra aqueles que ameaçam a segurança nacional vazando informações confidenciais, um crime federal grave”, alertou em um comunicado divulgado pelo próprio órgão.
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