Europa Press/Contacto/Osamah Yahya - Arquivo
MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
Os rebeldes houthis do Iêmen afirmaram nesta sexta-feira que o grupo está "pronto" para participar da guerra em curso no Oriente Médio, desencadeada há quase um mês com a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu com ataques contra território israelense e interesses de Washington em países da região.
“Estamos com o dedo no gatilho para uma intervenção militar direta”, afirmou seu porta-voz de operações militares, Yahya Sari, em um comunicado no qual condicionou a participação do grupo fundamentalista no conflito à “continuação da escalada” contra o Irã e aliados como o partido-milícia xiita libanês Hezbollah.
Sari declarou ainda que os houthis entrarão na guerra diante da “formação de qualquer outra aliança com os Estados Unidos e Israel contra” o Irã e diante do “uso do Mar Vermelho” por Washington e Tel Aviv para realizar operações “hostis” contra o país asiático e qualquer outro Estado “muçulmano”. “Não permitiremos isso”, assegurou.
O porta-voz militar apelou à necessidade de os Estados Unidos e Israel responderem “imediatamente aos esforços diplomáticos internacionais” para pôr fim ao conflito, alegando que se trata de “uma agressão injusta, opressiva e não provocada que mina a estabilidade e a segurança a nível mundial e regional, e prejudica a economia mundial”.
Além disso, pediu o “cessar-fogo imediato” dos ataques contra a Palestina, o Líbano, o Irã e o Iraque, que descreveu como “países muçulmanos”, bem como o “fim do cerco injusto sobre o Iêmen” e a aplicação do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, lembrando “as obrigações que este inclui em matéria de direitos humanos e direitos legítimos do povo palestino”.
Suas palavras se somam às do líder dos houthis, Abdul Malik al Huti, que na véspera ameaçou entrar na guerra no Oriente Médio caso seja necessário “intervir contra o inimigo sionista e americano”, embora o grupo tenha se mantido, por enquanto, à margem do conflito.
“Perante o menor incidente que exija uma resposta militar, interviríamos sem hesitar, como já fizemos em ocasiões anteriores. O Iêmen não hesitará na hora de cumprir seu dever diante dos tiranos de nosso tempo: os judeus, os sionistas e seu braço americano”, afirmou em declarações divulgadas pela agência de notícias Saba, controlada pelos próprios rebeldes iemenitas.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, entre eles figuras de destaque como o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.
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