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MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
Os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciaram na quarta-feira uma greve armada de 48 horas a partir desta sexta-feira no departamento de Chocó, em meio ao aumento dos confrontos com as forças de segurança colombianas após o fiasco das negociações com o governo.
O ELN explicou que a nova medida de pressão está relacionada a supostos abusos cometidos pelo exército em parte do município de Lloró, localizado nessa área de selva do noroeste da Colômbia.
A frente de guerra de Ogli Padilla alegou que essa é uma resposta ao sequestro, pelas forças colombianas, no domingo passado, de uma dúzia de não combatentes na comunidade de Chiriquí Alto Atrato.
Os guerrilheiros também denunciaram que essas pessoas foram forçadas a participar das ações do exército, o que colocou suas vidas em perigo, de acordo com um comunicado publicado pelo grupo armado nas redes sociais.
O grupo também denunciou a tortura sofrida por um vizinho da região e o roubo de muitas outras pessoas pelas forças de segurança. Tudo isso "sob o silêncio cúmplice" da governadora Nubia Carolina Córdoba, que, segundo eles, "nunca" fez referência à presença de grupos paramilitares.
"O terrorismo de Estado é uma prática naturalizada e permanente em Chocó", acusou o ELN, que pede às organizações de direitos humanos que denunciem o "genocídio étnico que está escondido no departamento".
A greve armada forçará milhares de pessoas a permanecerem trancadas em suas casas durante todo o fim de semana. O ELN fez um apelo à população para que se abstenha de viajar por terra e mar.
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