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BRUXELAS 9 out. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu denunciou nesta quinta-feira as incursões de drones e aeronaves no espaço aéreo europeu, uma série de incidentes que atribuiu à "guerra híbrida e militar" da Rússia contra a União Europeia.
Em uma resolução, o Parlamento condena "as ações imprudentes e crescentes da Rússia" após episódios na Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia e Romênia, com invasões de seu espaço aéreo, bem como incursões de drones em infraestrutura na Dinamarca, Suécia e Noruega.
De acordo com o Parlamento Europeu, esses incidentes fazem parte da "guerra militar e híbrida sistemática e das provocações da Rússia contra a União e seus estados-membros", que considera "total e inequivocamente responsável" pelas incursões no espaço aéreo da Polônia, Estônia e Romênia.
Essas ações de sabotagem equivalem ao terrorismo patrocinado pelo Estado, "mesmo que não ultrapassem o limite da agressão armada", afirmam os eurodeputados.
Os eurodeputados defendem "medidas coordenadas, unidas e proporcionais contra todas as violações do seu espaço aéreo", apontando a opção de abater aeronaves que representem "ameaças aéreas". Os eurodeputados acolhem a iniciativa da Comissão Europeia de criar um muro antidrone capaz de detectar, identificar e responder a futuras incursões.
Os eurodeputados apelam à "determinação" da Europa para deixar claro que "qualquer tentativa de um país terceiro de violar a soberania dos Estados-Membros será imediatamente retaliada".
Também insiste que a UE deve aumentar o preço da agressão russa contra a Ucrânia e aumentar a eficácia e o impacto das sanções contra a Rússia. Essa punição deve se estender, dizem os eurodeputados, a atores como Belarus, Irã e Coreia do Norte, que facilitam a agressão, e também a empresas chinesas que fornecem à Rússia bens de uso duplo e componentes militares indispensáveis para a fabricação de drones e mísseis.
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