Publicado 01/04/2026 00:47

Os EUA terão de "reavaliar o valor da OTAN" diante das restrições ao uso de bases europeias contra o Irã

Archivo - Arquivo - 25 de junho de 2025, Haia, Holanda do Sul, Países Baixos: O presidente dos EUA, DONALD TRUMP, acompanhado pelo secretário de Estado MARCO RUBIO, discute os resultados da Cúpula da OTAN de 2025. O presidente Trump abordou inicialmente o
Europa Press/Contacto/James Petermeier - Arquivo

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que a Casa Branca terá de “reavaliar o valor da OTAN” depois que vários países da Organização do Tratado do Atlântico Norte limitaram o uso que permitem que os Estados Unidos façam de suas bases para suas operações militares contra o Irã, com a Espanha chegando a proibir o uso das bases americanas de Rota (Cádiz) e Morón (Sevilha) e do espaço aéreo espanhol nessas ações militares.

“Infelizmente, assim que este conflito terminar, teremos que reavaliar essa relação. Teremos que reavaliar o valor da OTAN e dessa aliança para o nosso país”, declarou Rubio em entrevista à emissora americana Fox News.

Especificamente, o chefe da diplomacia norte-americana destacou que os Estados Unidos devem “reconsiderar se essa aliança, que serviu bem a este país durante algum tempo, continua cumprindo esse propósito, ou se agora se tornou uma via de mão única em que os Estados Unidos simplesmente estão na posição de defender a Europa, mas quando precisamos da ajuda de nossos aliados, eles nos negam os direitos de uso das bases e de sobrevoo”.

“Trata-se simplesmente de que temos tropas na Europa para defendê-la, mas quando precisamos de sua ajuda, não lhes pedimos que realizem ataques aéreos; quando precisamos que nos permitam usar suas bases militares, a resposta deles é não?”, questionou antes de se perguntar por que Washington investe “centenas de bilhões de dólares ao longo dos anos, trilhões de dólares, e todas essas forças americanas estacionadas na região, se, em um momento de necessidade, não nos permitem usar essas bases".

Rubio criticou assim as restrições impostas por governos como o espanhol e, em menor medida, o francês e o italiano, mas também reconheceu, como "um dos mais firmes defensores da OTAN" durante seu mandato como senador, que a participação dos Estados Unidos na aliança do Atlântico Norte “não se tratava apenas de defender a Europa”, mas também permitia a Washington “ter bases militares na Europa” para “projetar poder em diferentes partes do mundo”, um argumento já utilizado pelo secretário-geral da organização, o holandês Mark Rutte, em ocasiões anteriores.

No entanto, lamentou que, se os Estados Unidos já não podem utilizar essas bases “para defender os interesses dos Estados Unidos, então a OTAN é uma via de mão única”.

O chefe da diplomacia norte-americana se pronunciou dessa forma após alguns dias em que se reiteraram, a partir de Washington, as críticas à falta de colaboração de vários governos europeus com a ofensiva surpresa lançada pelos Estados Unidos, juntamente com Israel, contra o Irã, onde o número oficial de mortos ultrapassa os dois mil, embora a ONG Human Rights Activists in Iran, sediada nos Estados Unidos, aponte em seu último balanço para mais de 3.500 mortos, principalmente civis, incluindo 244 crianças.

No entanto, contrariamente à posição de Rubio, a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, defendeu nesta quarta-feira a posição do Executivo presidido por Pedro Sánchez, alegando que a decisão de proibir o uso das bases americanas de Rota e Morón e do espaço aéreo espanhol para operações relacionadas ao ataque contra o Irã “não representa de forma alguma uma ruptura do vínculo transatlântico, nem um abandono da responsabilidade da Espanha com a dissuasão e a defesa coletiva”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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