Publicado 12/02/2026 06:14

Os EUA suavizam o tom com os parceiros europeus da OTAN e os incentivam a avançar juntos em direção a uma “OTAN 3.0”.

O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Elbridge Colby, cumprimenta o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na sede da OTAN. Bruxelas (Bélgica).
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BRUXELAS 12 fev. (EUROPA PRESS) -

O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Elbridge Colby, felicitou nesta quinta-feira o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, pela “revisão” que, em sua opinião, levou os parceiros europeus da Aliança a agora quererem genuinamente assumir “a liderança da defesa convencional”, recuperando assim a essência fundacional da organização.

“Em 2025, assistiu-se a uma reformulação e a um compromisso genuíno e real, graças à liderança do presidente (Donald Trump) e do secretário-geral (Rutte), para que a Europa assuma a liderança da defesa convencional da OTAN, o que, em certo sentido, representa na verdade um retorno à OTAN 1.0”, afirmou em declarações à imprensa o “número dois” do Departamento de Defesa de Washington.

Antes de participar da reunião dos ministros da Defesa da OTAN, que ocorre nesta quinta-feira em Bruxelas, Colby comemorou que, com a nova abordagem promovida por Rutte, a organização voltou a ser “uma aliança séria” focada na defesa e na dissuasão.

Nesse ponto, ele exortou todos os parceiros europeus a “avançarem juntos e serem pragmáticos” a partir de uma “base muito sólida” e a “trabalharem na parceria, situando-a como uma espécie de OTAN 3.0” que não se baseia na dependência dos Estados Unidos e “voltando ao que a Aliança foi concebida inicialmente”.

As declarações do líder norte-americano, que substituiu o secretário de Defesa, Pete Hegseth, para explicar a nova estratégia de segurança nacional da Casa Branca — da qual é um dos maiores impulsionadores, segundo explicaram fontes diplomáticas à Europa Press —, contrastam com o tom utilizado pelos Estados Unidos na última reunião de ministros da OTAN.

Em outubro de 2025, o próprio Hegseth esteve presente e criticou os parceiros europeus por não estarem gastando o suficiente em defesa e por nem todos terem aderido à iniciativa dos Estados Unidos de um novo mecanismo para apoiar o Exército ucraniano através da aquisição de armamento americano.

“Nossa expectativa hoje é que mais países doem ainda mais, que comprem ainda mais para fornecer à Ucrânia o necessário para levar este conflito a uma conclusão pacífica”, afirmou sobre o plano, conhecido como Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL, na sigla em inglês).

Hegseth afirmou então que “a paz é alcançada quando se é forte, não quando se usa palavras duras ou se aponta o dedo”, e que só é alcançada “quando se tem capacidades sólidas e reais que os adversários respeitam”, subestimando a contribuição de outros Estados-membros da OTAN para acabar com a guerra na Ucrânia.

No entanto, os ministros da Defesa da OTAN reúnem-se esta quinta-feira na capital belga para avaliar como estão a trabalhar para garantir a segurança comum ou para abordar o envio pela Aliança Atlântica de mais armamento para a Ucrânia, entre outros assuntos.

Eles também falarão sobre a nova missão “Sentinela do Ártico”, lançada após a crise aberta na Groenlândia pelas pretensões dos Estados Unidos de anexar a ilha pertencente à Dinamarca, e que, por enquanto, coordenará sob o comando da OTAN as atividades que já são realizadas pelos aliados na região, mas separadamente, sem que, por enquanto, se considere o envio de mais militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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