Europa Press/Contacto/Mohammad Bashir Aldaher
MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) - O governo dos Estados Unidos retirou o status de proteção temporária (TPS) aos cidadãos iemenitas que fugiram do conflito armado em seu país, após determinar que as circunstâncias atuais no Iêmen favorecem o retorno seguro dessa comunidade.
A decisão — que segue a tendência habitual com outros países marcada pela linha nacionalista da administração Trump — ocorre após o estabelecimento de um novo governo iemenita há uma semana, mas a realidade é que a insurgência houthi domina a capital e grande parte do país há uma década e a situação humanitária, segundo todas as agências, continua extremamente crítica.
Além disso, o conflito armado continua sendo uma realidade, como demonstraram os recentes confrontos entre as forças do governo iemenita e separatistas do sul do país.
Apesar disso, a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, anunciou nesta sexta-feira a retirada do status, que entrará em vigor 60 dias após a publicação da notificação no Registro Federal, encerrando uma política de acolhimento que começou em 2015, com o início da guerra civil no Iêmen.
“Após avaliar as condições do país e consultar as agências governamentais americanas competentes, determinei que o Iêmen não cumpre mais os requisitos legais para a designação do Status de Proteção Temporária”, declarou Noem.
A secretária de Segurança Nacional indicou que a permanência de iemenitas sob esse status “vai contra o interesse nacional”. “O TPS foi projetado para ser temporário e este governo está devolvendo o TPS à sua intenção original de ser temporário. Estamos priorizando nossos interesses de segurança nacional e colocando os Estados Unidos à frente de tudo”, acrescentou.
Noem avisa que, após a data de entrada em vigor da determinação, o Departamento de Segurança Nacional pode prender e deportar qualquer cidadão iemenita que não tenha status legal uma vez que seu TPS tenha terminado. “Se um estrangeiro obrigar o departamento a prendê-lo e deportá-lo, ele pode nunca mais ser autorizado a retornar aos Estados Unidos”, ameaçou Noem.
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