Europa Press/Contacto/Michael Brochstein
MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -
Os Estados Unidos manifestaram sua rejeição a “qualquer tentativa” de “derrubar” o governo do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, ao mesmo tempo em que anunciaram que intensificarão sua ajuda de emergência e apoio às operações logísticas no país andino, com o objetivo de ajudar a população mais afetada pelo bloqueio em que o país se encontra há semanas.
“O Departamento de Guerra e a Coalizão contra os Cartéis das Américas (A3C) rejeitam qualquer tentativa de derrubar o governo legítimo do presidente Paz na Bolívia”, declarou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Nela, Hegseth defendeu a importância de La Paz não permitir que “se repita o antigo ‘statu quo’ de domínio narcoterrorista na região”, ao mesmo tempo em que afirmou, após garantir que os Estados Unidos “estão atentos”, que Washington continuará apoiando parceiros da A3C, como a Bolívia, com o objetivo de “garantir” a dissuasão dos “narcoterroristas” de “lucrar com a morte e a destruição” do hemisfério.
Da mesma forma, conforme precisou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, o responsável pela pasta, Marco Rubio, manteve nesta mesma quinta-feira uma conversa telefônica com o chefe do Executivo boliviano para “reafirmar o compromisso inabalável” dos Estados Unidos de “apoiar a democracia” do país andino e “ao Governo da Paz em seu trabalho de reconstrução do país após vinte anos de políticas socialistas fracassadas”.
Nesse diálogo, o chefe da diplomacia norte-americana indicou, de acordo com as palavras de seu porta-voz, que está “intensificando a ajuda de emergência” e o “apoio às operações logísticas” no país, a fim de “ajudar aqueles que enfrentam uma grave escassez de alimentos e medicamentos devido aos bloqueios ilegais de estradas” que, segundo ele, têm como objetivo “desestabilizar a sociedade boliviana”.
Nesta quarta-feira, o próprio Paz se referiu aos protestos que abalam o país há semanas, exigindo sua saída, como “a batalha das batalhas”. Tudo isso, associando-os a grupos do narcotráfico, aos quais acusa de “alimentar mobilizações e ações contra a Constituição”.
“Esta é a batalha das batalhas. Ou transformamos a pátria em direção a um destino institucionalizado, sem corrupção e com o narcotráfico encurralado, ou voltamos a um passado onde vale tudo”, advertiu.
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