Europa Press/Contacto/Andrew Leyden
A Casa Branca sustenta que “uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro” e “está em consonância” com o objetivo de “alcançar a paz”. MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca reiterou a rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à anexação da Cisjordânia por Israel, depois que o gabinete de segurança israelense aprovou no domingo uma reforma da administração desse território palestino, ampliando as competências para autorizar a construção de assentamentos, confiscar terras ou assumir a manutenção e o funcionamento de locais religiosos.
“O presidente Trump afirmou claramente que não apoia a anexação da Cisjordânia por Israel”, disse uma porta-voz da Casa Branca em declarações fornecidas à Europa Press. “Uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em consonância com o objetivo da administração de alcançar a paz na região”, acrescentou, sem se pronunciar diretamente sobre a referida decisão do gabinete de segurança israelense.
A medida, duramente criticada pela Autoridade Palestina e pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), levou na segunda-feira oito países — entre eles Arábia Saudita, Jordânia, Egito e Catar — a emitir um comunicado conjunto classificando essa medida como “ilegal” e lembrando que “Israel não tem soberania nos Territórios Palestinos Ocupados”, pelo que a decisão constitui “uma violação flagrante do Direito Internacional” que “prejudica a solução de dois Estados”. Os ministros das Finanças e da Defesa de Israel, Bezalel Smotrich e Israel Katz, respectivamente, destacaram no domingo que esta reforma representa uma mudança “dramática” na Cisjordânia, com medidas como a assunção de competências sobre o território ou licenças de construção na histórica cidade de Hebron por parte das autoridades israelenses, modificando uma situação estabelecida em 1997 que previa que qualquer nova construção deveria ser aprovada tanto pelas instituições palestinas quanto pelas israelenses.
O plano inclui também a publicação dos registros de terras da Cisjordânia para que qualquer pessoa possa localizar os proprietários de um terreno e fazer uma oferta de compra. Até agora, essa informação era confidencial. Além disso, revoga uma norma que proíbe pessoas não muçulmanas de comprar terras na zona, que data do período em que a Jordânia controlava a Cisjordânia, e cria uma “autoridade municipal específica” para gerir o Túmulo de Raquel, em Belém, responsável pela limpeza e manutenção do local.
Por outro lado, a iniciativa amplia as competências de segurança nas zonas A e B previstas nos Acordos de Oslo, que previam que fossem zonas de controle civil palestino (A) e de controle misto (B), em áreas como água, danos a locais arqueológicos e danos ambientais ou poluição, num momento em que os países da região pediram para evitar medidas unilaterais para consolidar o cessar-fogo em Gaza e avançar na aplicação da proposta de Trump para a Faixa.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático