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O fabricante reitera a segurança do medicamento e alerta sobre alternativas "perigosas".
MADRID, 23 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionou o uso de paracetamol durante a gravidez com o desenvolvimento de autismo e anunciou que seu governo recomendará limitar seu consumo por mulheres grávidas, apesar da base científica sobre a segurança desse medicamento.
"Tomar tylenol (uma marca popular de paracetamol nos Estados Unidos) não é bom, eu digo claramente, não é bom. Por esse motivo, recomendamos enfaticamente que as mulheres limitem o uso de tylenol durante a gravidez, a menos que seja medicamente necessário", disse ela no Salão Oval da Casa Branca.
O presidente considerou que o uso desse medicamento deve se limitar a casos de febre alta e, nesse sentido, ressaltou que "se você não aguentar (a dor), se não puder fazer isso, é isso que terá de fazer: tomará um tylenol, mas com muita moderação".
Trump foi acompanhado pelo Secretário de Saúde, Robert F. Kennedy, que anunciou que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) emitirá um aviso médico sobre o risco do paracetamol durante os meses de gravidez, além de iniciar um processo para alterar o rótulo de segurança desse medicamento.
O funcionário do Departamento de Saúde também indicou que seu departamento lançará uma "campanha de serviço público em todo o país para informar as famílias e proteger a saúde pública" a esse respeito.
Posteriormente, a Casa Branca emitiu uma declaração defendendo que "o presidente Trump prometeu abordar as taxas de autismo que aumentam vertiginosamente nos Estados Unidos, e sua equipe está implementando a 'Ciência Padrão Ouro' para cumprir essa promessa".
"A administração Trump não acredita que tomar mais comprimidos seja sempre a solução para melhorar a saúde. Há evidências crescentes que ligam o uso de acetaminofeno (paracetamol) durante a gravidez ao autismo", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma nota enviada à mídia, na qual descreveu esse anúncio de Washington como um gesto de "coragem" e afirmou que "não vamos ceder em nossos esforços, porque sabemos que milhões de pessoas nos Estados Unidos são gratas".
O fabricante do tylenol, Kenvue, disse no domingo, conforme citado pela emissora americana CNN, que "o acetaminofeno é o analgésico mais seguro para mulheres grávidas, desde que elas precisem dele durante a gravidez". "Sem ele, as mulheres enfrentam alternativas perigosas: condições como febre, potencialmente prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê", acrescentou.
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