Europa Press/Contacto/El Nuevo Dia Carla D. Martin
MADRID 11 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos anunciou o pagamento de “mais de três milhões de dólares” (2,6 milhões de euros) a título de “indenizações” às pessoas afetadas pela chamada síndrome de Havana, a misteriosa doença que tem afetado, nos últimos anos, diplomatas, políticos e agentes de segurança norte-americanos destacados em Cuba e em outras cidades no exterior.
“Damos prioridade ao atendimento ao pessoal afetado e desembolsamos quase três milhões de dólares em indenizações, no que representa o primeiro pagamento realizado nos termos da Lei de Havana”, informou o Departamento de Defesa em um comunicado.
Agências de inteligência dos Estados Unidos apontaram a possibilidade de que a rara doença tivesse sido causada por agentes estrangeiros, embora a maioria das agências continue considerando essa hipótese improvável.
Essa síndrome surgiu pela primeira vez em 2016 entre diplomatas destacados em Cuba e afetou dezenas de pessoas em diversos locais, incluindo Bogotá e Viena.
Essas pessoas apresentaram uma série de sintomas que especialistas médicos atribuíram a ultrassons ou micro-ondas de origem desconhecida. O relatório final do Congresso, publicado em 2023, concluiu que era “muito improvável” que fosse obra de um Estado estrangeiro, embora também não tenha sido apresentada uma teoria alternativa, e essa onda de “incidentes médicos anômalos” continue sendo um mistério.
A partir de 2017, os Estados Unidos retiraram todo o pessoal não essencial da Embaixada em Havana e expulsaram diplomatas cubanos em meio à investigação sobre o suposto uso de micro-ondas como arma.
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