Publicado 11/07/2026 10:39

Os EUA prometem continuar pressionando as autoridades cubanas no aniversário dos protestos de 11 de julho

Rubio adverte os líderes da ilha para que aceitem as reformas que os EUA pretendem “impulsionar” antes que seja “tarde demais”

HAVANA, 11 de julho de 2026  -- Um homem anda de patinete elétrico em uma rua durante um apagão em Havana, Cuba, em 10 de julho de 2026. Cuba foi atingida por mais um apagão em todo o país na sexta-feira, quando o sistema elétrico do país entrou em colaps
Europa Press/Contacto/Jiang Biao

MADRID, 11 jul. (EUROPA PRESS) -

Os Estados Unidos continuarão a utilizar “todas as ferramentas à sua disposição” para “impulsionar” reformas “políticas e econômicas” em Cuba e pôr fim a “décadas de repressão e incompetência econômica de seu regime comunista”.

O secretário de Estado, Marco Rubio, comemorou neste sábado o quinto aniversário dos “protestos de 11 de julho”, a grande mobilização realizada em vários pontos da ilha em protesto contra a escassez de alimentos e medicamentos no contexto da pandemia de coronavírus.

Além das seis décadas de embargo em vigor sobre a ilha, os Estados Unidos impuseram, desde o início do ano, um bloqueio energético que provocou, em algumas ocasiões, a paralisação total do abastecimento. De fato, as autoridades cubanas confirmaram nesta sexta-feira um novo apagão elétrico em todo o país, o segundo nesta semana após o ocorrido na última segunda-feira e o quarto no que vai do ano.

Rubio afirma que os Estados Unidos “sempre apoiaram o povo cubano com assistência humanitária e exportações de alimentos” e que o governo Trump prometeu “uma nova relação” bilateral em troca das reformas que Washington deseja impor, mas acabou encontrando a rejeição das autoridades.

Por isso, “a economia cubana está em queda livre e seu povo continua sofrendo com apagões, fome e privações”, acrescentou Rubio, sem abordar as acusações repetidas nesta mesma semana, durante a última sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que denunciou que toda a ilha é alvo de uma punição coletiva imposta pela Casa Branca.

Por outro lado, Rubio atribuiu a culpa aos “governantes comunistas de Cuba, que continuam consolidando o controle econômico, roubando e guardando no exterior os poucos recursos que restam e culpando os outros por seus fracassos”.

O secretário de Estado conclui com um último aviso. Depois de afirmar que seu país continuará utilizando todas as ferramentas “para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano e impulsionar as reformas econômicas e políticas para proporcionar a Cuba um futuro melhor”, ele sugere aos líderes de Cuba que “optem por se comprometer com reformas reais, paz e prosperidade, antes que seja tarde demais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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