Europa Press/Contacto/Hassan al-Jedi
MADRID 16 ago. (EUROPA PRESS) -
O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Jared Kushner, prometeu aos líderes políticos do movimento islâmico palestino Hamas que o Exército de Israel se retirará da Faixa de Gaza à medida que as milícias palestinas forem se desarmando, e não quando o processo de entrega de armas estiver concluído, como havia avisado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
A recusa de Netanyahu em aceitar uma retirada gradual e paralela ao desarmamento tem sido um dos maiores obstáculos enfrentados pelo plano de paz liderado pelo presidente dos Estados Unidos (e sogro de Kushner), Donald Trump.
Fontes americanas deixaram transparecer na semana passada que o anúncio de Netanyahu tinha, na verdade, intenções eleitorais de vista às eleições de outubro em Israel, mas Kushner quis garantir neste domingo, no Egito, que Israel se aterá aos termos do plano de paz acordado em Sharm el-Sheikh em outubro de 2025.
A emissora Al Arabiya, citando fontes próximas ao encontro entre Kushner e os líderes do Hamas no Cairo (Egito), informa que o enviado norte-americano garantiu ao movimento islâmico (assim como ao diretor-geral do Conselho de Paz para Gaza, Nickolay Mladenov, e aos mediadores turcos e catarenses presentes no encontro) que o plano de paz não está sujeito a qualquer renegociação.
“O objetivo é implementar o plano, não renegociá-lo”, explicaram as fontes da emissora árabe.
Enquanto isso, a delegação do Hamas reafirmou seu total compromisso com a implementação do plano do presidente norte-americano, “que aliviaria o sofrimento do povo da Faixa de Gaza e daria início imediato a projetos de infraestrutura e reconstrução”.
Outro relato da reunião, desta vez fornecido pelo portal de notícias norte-americano Axios, coincide em linhas gerais. Haverá “retiradas correspondentes” por parte de Israel caso se comprove que o Hamas e as demais milícias palestinas estejam realizando um processo de desarmamento que deve ser inapelável em qualquer caso.
“Não pode haver ambiguidade: o Hamas deve renunciar à autoridade governamental e a todas as armas e infraestrutura militar. E Gaza nunca mais poderá ser uma fonte de terror para Israel”, segundo a fonte.
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