Publicado 27/01/2026 12:26

Os EUA planejam estabelecer a CIA na Venezuela para influenciar o novo cenário político

DAVOS, 22 de janeiro de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é fotografado após sua reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Davos, Suíça, em 22 de janeiro de 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na q
Europa Press/Contacto/Peng Ziyang

MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) -

O governo dos Estados Unidos já está trabalhando para estabelecer sua presença na Venezuela, incluindo elementos da Agência Central de Inteligência (CIA), para influenciar o novo cenário político que se abre após a captura do presidente Nicolás Maduro, em uma espécie de avanço antes que os dois países retomem as relações diplomáticas, segundo publicação da CNN com base em informações de diferentes fontes.

Washington dependerá em grande medida da CIA para se estabelecer na Venezuela antes de ratificar sua presença diplomática oficial, principalmente devido à transição política em curso que se prevê, mas também pela situação instável de segurança do país após a detenção de Maduro.

“O Departamento de Estado planta a bandeira, mas é a CIA que realmente exerce a influência”, disse uma dessas fontes à rede americana, que detalhou que o objetivo é preparar o terreno por meio dos primeiros contatos informais “que os diplomatas não podem ter”. Contatos tanto com a oposição quanto com as diferentes facções do governo da agora presidente interina, Delcy Rodríguez. Da mesma forma, a CIA compartilharia informações com a inteligência venezuelana sobre suas preocupações em relação aos rivais de Washington, como China, Rússia ou Irã.

A versão do Departamento de Estado é que o governo norte-americano continua a trabalhar com as autoridades interinas para estabilizar o país, como parte do plano de três fases do qual o secretário de Estado, Marco Rubio, falou sem se referir concretamente aos prazos para concluir a transição. A CIA desempenhou um papel fundamental na operação que, há algumas semanas, resultou na detenção de Maduro em Caracas. A agência foi responsável, durante vários meses, por coletar informações no terreno que foram fundamentais para capturar o presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores.

Da mesma forma, a decisão do governo Trump de apoiar Delcy Rodríguez para liderar a transição, em vez da oposicionista María Corina Machado, também responde às informações que a agência possui, detalha a rede de televisão americana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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