Publicado 29/03/2026 21:25

Os EUA permitirão a chegada de um petroleiro russo a Cuba

O navio transporta 730.000 barris de petróleo bruto e deve chegar a Matanzas, em Cuba, na manhã de terça-feira

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 10 de janeiro de 2025, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ---: Imagem do petroleiro “Eventin” ao largo da costa da ilha de Rügen. Os 27 Estados-Membros da UE aprovaram um 18º pacote de sanções contra a Rússia por ter invadid
Stefan Sauer/dpa - Arquivo

MADRID, 30 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades dos Estados Unidos permitirão a chegada de um petroleiro russo à costa de Cuba, onde ele poderá chegar na terça-feira, quebrando assim o bloqueio que Washington mantém sobre a ilha, mergulhada em uma grave escassez energética amplamente evidenciada pelos apagões que vem sofrendo desde que a intervenção militar do governo de Donald Trump na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro interrompeu o fluxo de hidrocarbonetos de Caracas para Havana.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos autorizou a chegada a Cuba do petroleiro russo carregado de petróleo bruto Anatoli Kolodkin, que poderia fornecer um abastecimento vital de energia à ilha, após meses de um bloqueio petrolífero efetivo imposto pelo governo Trump, segundo um funcionário americano a par do assunto e citado pelo jornal “The New York Times”.

O menor dos ramos das Forças Armadas conta com duas patrulhas na região que poderiam ter tentado interceptar o petroleiro russo, mas Washington não ordenou que essas embarcações agissem e, na tarde de domingo (hora local), a Guarda Costeira planejava permitir que o navio chegasse a Cuba, segundo o responsável citado, que falou sob condição de anonimato.

O petroleiro de 250 metros de comprimento, de propriedade do governo russo, encontrava-se a poucas milhas das águas territoriais cubanas na noite de domingo, segundo o provedor de dados de tráfego marítimo MarineTraffic. Com a velocidade de 12 nós com que navegava, segundo as últimas informações coletadas pelo site, o navio poderia chegar com seus cerca de 730.000 barris de petróleo bruto a Matanzas, em Cuba, na manhã de terça-feira.

Se concretizada, a decisão das autoridades dos Estados Unidos representaria uma concessão incomum em relação ao bloqueio cada vez mais rigoroso imposto à ilha, no âmbito do qual Washington chegou a ameaçar impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo a Cuba.

A crise provocada no país caribenho pelo bloqueio norte-americano incluiu uma grave emergência energética que afetou uma ampla gama de indústrias e serviços, um contexto que levou a ONU a apresentar, na última quarta-feira, um Plano de Ação Ampliado para ajudar a ilha a enfrentar a escassez energética que a abala e os danos subsequentes que ela gera em setores como o da saúde, ao mesmo tempo em que dá continuidade à resposta aos estragos ainda vigentes do furacão “Melissa”, que causou danos consideráveis no último mês de outubro, especialmente na região leste do país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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