Rubio afirma que os EUA poderiam executar esse plano “sozinhos”, mas que aceitariam a participação de países que quisessem cooperar
HELSINGBORG (SUÉCIA), 22 (do correspondente especial da EUROPA PRESS, Iván Zambrano
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sugeriu de forma velada que talvez seja necessário realizar uma operação militar no estreito de Ormuz caso o Irã se recuse a reabri-lo e cobre uma taxa de passagem dos navios que queiram atravessá-lo, argumentando que é necessário “um plano B” caso não se chegue a um acordo de cessar-fogo.
Foi assim que Rubio apresentou a questão aos demais ministros das Relações Exteriores da OTAN reunidos nesta sexta-feira na cidade sueca de Helsingborg, um encontro que não resultou em compromissos concretos sobre o Estreito de Ormuz, mas no qual o líder norte-americano destacou que o Irã “não vai reabrir voluntariamente o estreito” e que talvez seja necessário buscar alternativas.
“Temos que ter um plano B, e ele é: o que acontece se o Irã se recusar a abrir o estreito? O que acontece se o Irã decidir que não vai abri-lo, que vai controlá-lo e cobrar pedágios por ele? Nesse ponto, será preciso fazer algo a respeito”, afirmou em declarações à imprensa após o término do primeiro encontro de ministros da Aliança organizado pela Suécia desde sua adesão à OTAN em 2024.
Rubio, que não especificou a que se refere com um “plano B”, detalhou que há países da OTAN que estão “mais profundamente afetados” pelo fechamento de Ormuz do que os Estados Unidos, e que vários de seus homólogos concordam que é preciso “começar a pensar no que fazer” se “em algumas semanas” o Irã decidir que vai manter o estreito fechado e que vai afundar “qualquer navio que não lhe obedeça ou não lhe pague”.
“Então alguém terá que fazer algo a respeito”, prosseguiu com sua proposta, acrescentando que as propostas que estão em discussão no momento para a defesa e vigilância de Ormuz, como a iniciativa franco-britânica, foram concebidas apenas para o caso em que “as condições se apresentem”, ou seja, quando houver um cessar-fogo e não haja risco para os Estados.
“Mas precisamos ter um plano B para o caso de alguém continuar atirando e sobre como reabrir o estreito. Levantei essa questão hoje. Não sei se seria necessariamente uma missão da OTAN, mas seriam os países da OTAN que poderiam contribuir para ela”, detalhou.
OS ESTADOS UNIDOS PODERIAM FAZÊ-LO SOZINHOS
Apesar de solicitar um plano B com outros países da OTAN, Rubio garantiu que “isso não significa que” os Estados Unidos não possam fazer isso sozinhos e que, por enquanto, não há “nenhum compromisso firme nem nenhum pedido firme”, pois “seria prematuro”.
“Os Estados Unidos poderiam fazer isso sozinhos. Mas há países que manifestaram interesse em participar potencialmente de algo assim se, de fato, chegarmos a esse ponto. Não precisamos da ajuda deles, mas estão dispostos a fazê-lo e acho que deveríamos aceitar se eles se oferecerem”, concluiu sobre o assunto.
Rubio também se referiu à necessidade de desminar o estreito de Ormuz caso o Irã decida abri-lo e destacou que alguns dos países que fazem parte da iniciativa da França e do Reino Unido “possuem muitos navios de desminagem, pelo que poderiam desempenhar um papel fundamental”.
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