Europa Press/Contacto/Cheng-Chia Huang
MADRID 2 jan. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Estado dos Estados Unidos exortou nesta quinta-feira o governo chinês a "cessar sua pressão militar contra Taiwan" e a "iniciar um diálogo construtivo", em meio a manobras do exército chinês em torno do território da ilha, rejeitadas pelas próprias autoridades taiwanesas.
"Pedimos a Pequim que exerça moderação, cesse sua pressão militar contra Taiwan e, em vez disso, se engaje em um diálogo construtivo", disse o porta-voz da pasta, Tommy Pigott, em um comunicado.
No mesmo documento, a pasta chefiada por Marco Rubio advertiu que "as atividades militares e a retórica da China em relação a Taiwan e a outros países da região aumentam desnecessariamente a tensão", apenas um dia depois que o presidente chinês Xi Jinping garantiu em seu discurso de Ano Novo que a "reunificação" de Taiwan é uma "tendência" que não pode ser revertida devido aos laços de "sangue" que unem seus cidadãos.
Washington também declarou que "apóia a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan" e que, da mesma forma, "se opõe a mudanças unilaterais no status quo, inclusive por meio de força ou coerção".
A diplomacia norte-americana implementou, portanto, uma mudança de tom em relação ao que foi declarado na última terça-feira pelo inquilino da Casa Branca, Donald Trump, que afirmou que as manobras de Pequim não o preocupavam "de forma alguma", alegando que "eles vêm realizando esse tipo de exercício há 20 ou 25 anos", mesmo que "agora as pessoas interpretem de forma um pouco diferente".
A China lançou essas operações militares nas proximidades de Taiwan na segunda-feira como um "aviso severo contra as forças separatistas que promovem a independência" no território. O governo de Taiwan, por sua vez, rejeitou as manobras, alertando que elas colocam em risco a estabilidade da região e a "paz no mundo", mas se comprometeu a "não aumentar o conflito".
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