Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski - Arquivo
MADRI, 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O enviado especial dos Estados Unidos para a Síria e embaixador na Turquia, Tom Barrack, reconheceu que não havia motivo algum para Israel atacar, nesta semana, a base síria de Abu al-Duhur, pois os temores do governo israelense sobre um possível destacamento militar turco na região são infundados.
Há dias, o governo israelense vem afirmando que a Turquia pretende se instalar nessa base. Dada a animosidade entre os dois países, Israel considera essa suposta operação um perigo para sua segurança e uma violação de todos os acordos entre Tel Aviv e as autoridades sírias, que, por sua vez, responderam não ter conhecimento de tal mobilização militar.
Barrack confirmou, em entrevista à emissora pública PBS, que os serviços de inteligência israelenses receberam do governo sírio a garantia de que não havia ali “nem militares turcos, nem armamento turco, nem comboios turcos, nem nada que pudesse ser interpretado como um ato de beligerância”.
Barrack enfatizou uma questão que lhe preocupa especialmente: apesar de todos os contatos não oficiais existentes entre Israel, Síria e Turquia, e por mais que Ancara e Tel Aviv estejam em conflito, “a Turquia não previu esse ataque” e “o objetivo principal neste momento é evitar esse tipo de surpresa”, pois elas poderiam ser respondidas da mesma forma pela parte turca.
O enviado norte-americano avaliou que o ataque de Israel talvez possa ter sido motivado, assim como tantos outros comportamentos israelenses nos últimos tempos, por motivos eleitorais, dada a proximidade das eleições de outubro e a necessidade do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de se apresentar ao seu eleitorado como um homem forte.
“Entendemos que eles estão em um ciclo eleitoral e que esse tipo de problema, que infelizmente afeta a todos, podem influenciar seu julgamento racional sobre todas essas questões”, afirmou o embaixador antes de recomendar a Israel que “essas questões devem ser abordadas por meio do diálogo, direto ou extraoficial, com a Turquia”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático