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MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - Os Estados Unidos negaram nesta terça-feira que estejam vinculando as garantias de segurança para o futuro pós-guerra na Ucrânia às concessões territoriais feitas por Kiev na região de Donbás, território que em sua maioria é controlado pela Rússia, mas que aspira ampliar e consolidar em um eventual acordo de paz.
Fontes conhecedoras do assunto explicam à Europa Press que Washington “não está forçando Kiev a fazer nenhuma concessão territorial” no âmbito das negociações e reiteram que “as garantias de segurança que os Estados Unidos e a Ucrânia estão negociando dependem da existência de um acordo de paz”. “O conteúdo desse acordo depende apenas da Rússia e da Ucrânia”, insistem as fontes.
Nesta terça-feira, o jornal britânico Financial Times publicou que o governo dos Estados Unidos estava pressionando Kiev a fazer concessões territoriais em troca de oferecer apoio à sua segurança futura, indicando que o acordo implicaria ceder a região de Donbass à Rússia, um dos pontos mais importantes para o Kremlin desde o início das negociações.
As últimas conversações tripartidas entre a Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos, realizadas nos Emirados Árabes Unidos, centraram-se precisamente em questões militares e territoriais. O meio de comunicação britânico assinalava que a oferta dos Estados Unidos para reforçar militarmente Kiev após o fim da guerra se basearia também na retirada das tropas ucranianas das partes do leste do país que ainda controla.
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