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MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) - A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou nesta terça-feira que a Marinha dos Estados Unidos tenha escoltado qualquer navio nas águas do estreito de Ormuz, onde o tráfego marítimo caiu drasticamente em meio à guerra no Irã, país que controla a passagem estratégica.
“Posso confirmar que a Marinha dos Estados Unidos não escoltou nenhum petroleiro ou navio neste momento”, afirmou em uma coletiva de imprensa, na qual esclareceu que “é claro que essa é uma opção que o presidente (Donald Trump) disse que utilizará sem dúvida alguma, se necessário, no momento oportuno”.
Suas declarações foram feitas depois que o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou nas redes sociais que “a Marinha dos Estados Unidos escoltou com sucesso um petroleiro através do estreito de Ormuz para garantir que o petróleo continue fluindo para os mercados mundiais”, uma mensagem que ele apagou minutos depois.
Questionada sobre as palavras de Wright, Leavitt indicou que tinha conhecimento da publicação, mas garantiu que não teve “a oportunidade de falar diretamente com o secretário de Energia sobre o assunto”. O presidente dos Estados Unidos ameaçou o Irã com um ataque “20 vezes mais forte” se o país empreender qualquer ação que interrompa o transporte de petróleo no estreito de Ormuz.
Nos últimos dias, o petróleo registou uma subida recorde dos preços, ultrapassando os 115 dólares por barril na segunda-feira, embora tanto o barril de Brent, de referência na Europa, como o West Texas Intermediate, utilizado nos Estados Unidos, tenham descido para ficar novamente abaixo do limiar dos 90 dólares, depois de Trump ter apontado para um rápido fim da guerra.
Durante sua aparição, Leavitt reiterou que o inquilino da Casa Branca "não descarta opções" no conflito contra Teerã, incluindo o envio de tropas americanas ao país centro-asiático.
Por outro lado, anunciou que o Departamento de Defesa tornará público o seu relatório sobre o ataque à escola feminina de Minab, no qual morreram cerca de 170 pessoas no primeiro dia de ataques contra o território iraniano. “E, como disse ontem o presidente na sua conferência de imprensa, aceitará a conclusão dessa investigação, seja ela qual for”, assegurou.
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