Michael Kappeler/dpa - Arquivo
MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades dos Estados Unidos manifestaram nesta quarta-feira uma “preocupação significativa” diante da sentença de três anos de prisão proferida por um tribunal chinês contra o artista Gao Zhen, de origem chinesa e residente permanente no território norte-americano, e defenderam a liberdade de expressão.
Um porta-voz do Departamento de Estado indicou, em declarações concedidas à Europa Press, que os crimes de que ele era acusado — difamar heróis e mártires, em relação a uma série de esculturas satíricas, entre as quais várias de Mao Zedong — estavam ligados a fatos ocorridos “anos antes da aprovação da lei” pela qual ele foi agora condenado.
“Os Estados Unidos continuam apoiando o direito à liberdade de expressão, o que inclui a expressão desse direito por meio da arte”, afirmou o porta-voz, que explicou, por sua vez, que as autoridades chinesas negaram aos diplomatas da Embaixada dos Estados Unidos em Pequim o direito de assistir ao julgamento contra ele.
“Várias das missões diplomáticas que tentaram acompanhar o veredicto e a prolação da sentença no tribunal de Sanhe, na província de Hebei, em 25 de agosto, receberam um ‘não’ como resposta”, concluiu.
O artista foi detido em agosto de 2024 sob suspeita de violar as leis chinesas durante suas visitas ao país para ver seus familiares. Na sequência da decisão proferida na terça-feira a portas fechadas em Sanhe, Gao deverá permanecer na prisão até 25 de agosto de 2027 — levando em conta que já está preso há dois anos.
Desde sua prisão, artistas, profissionais do setor e organizações de defesa dos direitos humanos têm pedido sua libertação imediata. No momento, sua esposa está proibida de deixar a China por motivos de “segurança nacional” e seu filho, cidadão americano, continua sem poder retornar aos Estados Unidos.
Em abril passado, as Nações Unidas expressaram sua “preocupação” com a prisão do artista, que na época aguardava o término do julgamento contra ele.
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