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MADRID, 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos manifestou seu “firme apoio” à Arábia Saudita diante da “agressão iraniana”, após os últimos ataques lançados pelos rebeldes houthis a partir do Iêmen, que acusaram Riade de lançar um ataque contra o aeroporto da capital iemenita, Sanaa, apesar de terem sido as forças do governo reconhecido internacionalmente que assumiram a responsabilidade.
Um porta-voz do Departamento de Estado indicou, em declarações concedidas à Europa Press, que Washington “acompanha de perto” a situação e ressaltou que ambos os países “compartilham uma parceria estratégica que só tem se fortalecido” sob o governo de Donald Trump.
“Os Estados Unidos apoiam firmemente a Arábia Saudita diante da agressão iraniana, incluindo os ataques dos houthis apoiados pelo Irã, e mantém seu compromisso com a segurança do Reino e a estabilidade regional”, afirmou diante do recente recrudescimento das tensões e do risco de eclodir um novo conflito em grande escala no Iêmen.
Nesse sentido, destacou que as autoridades americanas “continuam aplicando ativamente” as medidas relacionadas à ordem de Trump de designar os houthis como organização terrorista, ao mesmo tempo em que condenou a “flagrante violação da soberania do Iêmen” por parte do Irã para poder apoiar os houthis.
“A Estratégia de Segurança Nacional do Governo estabelece que nossos interesses fundamentais na região incluem garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho e impedir a exportação do terrorismo”, lembrou ele.
Por isso, o porta-voz do Departamento de Estado enfatizou que, para os Estados Unidos, “é crucial dar continuidade aos esforços para enfrentar os houthis, apoiados pelo Irã, e outros grupos terroristas no Iêmen que ameaçam esses interesses norte-americanos”.
As declarações de Washington foram feitas depois que o enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Hans Grundberg, se reuniu na terça-feira com o chefe de negociações dos rebeldes houthis, Mohamed Abdulsalam, e representantes do governo de Omã em Mascate, no âmbito das iniciativas lançadas na tentativa de alcançar uma redução da tensão no Iêmen.
Grundberg expressou na segunda-feira sua “preocupação” com o “risco de uma escalada mais ampla” depois que os houthis denunciaram um bombardeio supostamente realizado pelo Exército da Arábia Saudita contra o aeroporto de Sanaa, sem informar sobre vítimas, e ressaltassem que esse fato representa “uma declaração de guerra” e o fim dos esforços para se chegar a um acordo de paz.
Apesar de o governo reconhecido internacionalmente — que tem sua sede na cidade de Áden (sul) e conta com o apoio da coalizão militar liderada por Riade — assumiu a autoria do ataque e afirmou que o objetivo era “impedir que um avião iraniano pousasse em território iemenita”, os houthis responderam atacando o aeroporto saudita de Abha.
O recrudescimento das tensões ocorreu depois que as autoridades iemenitas e os houthis se acusaram mutuamente de atrasar uma troca de mais de 1.700 prisioneiros, prevista para sábado, após o acordo alcançado por meio da mediação das Nações Unidas, no que seria o maior processo de libertações desde o início da guerra em 2015, que mergulhou o país em uma das maiores crises humanitárias do mundo.
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