Europa Press/Contacto/Li Xiangchao
MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos manifestou nesta segunda-feira sua “grande preocupação” diante do “acúmulo rápido e opaco de armas nucleares” pela China, e, por isso, instou Pequim a notificar os lançamentos de mísseis balísticos de alcance intercontinental após o teste realizado pelo Exército chinês com um míssil estratégico lançado de um submarino em águas do Pacífico — uma manobra militar que também suscitou críticas de países vizinhos, como o Japão e a Austrália.
“O rápido e opaco acúmulo de armas nucleares por parte de Pequim é motivo de grande preocupação para a região e para o mundo”, afirma o comunicado de imprensa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, assinado pelo porta-voz Thomas Pigott, que defendeu no mesmo documento que “os Estados Unidos estão se empenhando mais do que nunca para evitar a proliferação nuclear”, enquanto “a China está fazendo o contrário”.
Dessa forma, após acompanhar o lançamento de teste de um míssil balístico intercontinental não armado, Washington instou Pequim a “se comprometer a estabelecer um mecanismo de notificação regularizado” para esse tipo de lançamento, bem como para missões espaciais, “em consonância com os compromissos assumidos pelos demais membros do P5”, os cinco Estados detentores de armas nucleares que assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), grupo que também inclui a França, a Rússia e o Reino Unido.
Nesse contexto, os Estados Unidos quiseram enfatizar que a China “participe de debates significativos sobre o controle de armamentos”, ao mesmo tempo em que ressaltaram que “permanecem firmes em seus compromissos de defesa com seus aliados e parceiros”.
Isso ocorreu poucas horas após as reclamações feitas a esse respeito por autoridades de países vizinhos da China. Foi o caso do gabinete da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que, demonstrando sua “profunda preocupação”, solicitou “veementemente que a China reconsiderasse tal lançamento para garantir que o treinamento com mísseis balísticos não ameace a segurança do Japão”.
A Austrália também criticou o teste, alegando que ele ameaça “desestabilizar a região” e que, embora Pequim tenha informado sobre os movimentos, segundo a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, a iniciativa carece da “transparência e tranquilidade” que os países vizinhos do Pacífico esperam.
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