Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos lamentou nesta sexta-feira a decisão da Justiça cambojana de manter a sentença de 27 anos de prisão contra o líder da oposição e ativista político Kem Sokha, em vigor desde 2023 por suposta “conspiração com agentes estrangeiros para desestabilizar o Estado”, e destacou que ações como essa — contrárias à liberdade de expressão — comprometem a imagem internacional do Camboja.
“Os Estados Unidos estão preocupados com a decisão de manter a condenação por traição de Kem Sokha, líder ativista e da oposição. Limitar o exercício da liberdade de expressão e de associação prejudica a posição internacional do Camboja”, afirmou o vice-porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em um breve comunicado.
Da mesma forma, Pigott destacou na mesma nota que qualquer afirmação que sugira o envolvimento dos Estados Unidos neste processo é “manifestamente falsa e irresponsável”, isentando a Casa Branca de qualquer acusação de participação em “conspirações contra o governo do Camboja”.
Diante disso, o Departamento de Estado instou as autoridades de Phnom Penh a garantir que a população do país possa exercer livremente seus direitos de reunião pacífica e de expressão, bem como a libertar “aqueles que foram detidos injustamente”.
Esta declaração surge depois que um tribunal do Camboja rejeitou o recurso de Kem Sokha, de 73 anos, que atualmente se encontra em prisão domiciliar. Se a condenação for mantida, o líder da oposição acabará morrendo sem conhecer a liberdade nem sair de seu país.
O mesmo tribunal — com sede na capital cambojana — também rejeitou os recursos de outros 33 ativistas condenados a penas entre 18 meses e dois anos de prisão por criar “agitação social”.
Como era de se esperar, a decisão do tribunal foi criticada por todas as organizações que há anos denunciam uma perseguição política contra o opositor, a começar pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, dirigido pelo austríaco Volker Turk, que se mostrou “extremamente preocupado” com os veredictos.
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