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Waltz enfatiza que eles não permitirão que "as maiores reservas de energia do mundo estejam sob o controle dos adversários dos Estados Unidos".
MADRID, 5 jan. (EUROPA PRESS) -
O representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Michael Waltz, defendeu na segunda-feira a intervenção militar na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro como uma "operação policial" para fazer cumprir a lei devido às acusações de tráfico de drogas que pesam sobre ele "há décadas".
Na sessão de emergência do Conselho de Segurança, Waltz justificou que a operação foi realizada contra "um presidente entre aspas", contra um "narcoterrorista ilegítimo", e questionou que tipo de organização é a ONU se o trata como um chefe de Estado democraticamente eleito.
"Nicolás Maduro é responsável por ter perpetrado ataques contra o povo dos Estados Unidos, por desestabilizar o hemisfério ocidental e por ter reprimido ilegitimamente o povo da Venezuela", disse ele.
"Não estamos ocupando um país. Esta é uma operação policial para fazer cumprir a lei e respeitar as acusações que estão em vigor há décadas", argumentou Waltz, que comparou a captura de Maduro à do ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989, depois de ter operado como agente da CIA.
O embaixador dos EUA na ONU garantiu que há "provas contundentes" das acusações feitas contra ele pelos Estados Unidos e que elas serão apresentadas "de forma aberta" durante o processo judicial que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão enfrentando.
Ele também enfatizou que Maduro "não era um chefe de Estado", mas um "narcoterrorista" que "durante anos" manipulou o sistema eleitoral para se manter no poder, de onde vem liderando o Cartel dos Sóis com "o objetivo de usar as drogas como arma contra os Estados Unidos".
"Maduro e seus capangas fizeram parceria com os maiores traficantes de drogas e terroristas do mundo durante décadas e facilitaram o fluxo de drogas para os Estados Unidos", disse ele, citando o Trem de Aragua.
CENTRO DE DESESTABILIZAÇÃO
Waltz acusou Maduro de usar a Venezuela como "base de operações para rivais e concorrentes de Estados", bem como para enriquecer "organizações terroristas" internacionais, como a milícia xiita libanesa Hezbollah, ou "autoridades corruptas" em outros países, como o Irã.
"Não permitiremos que o Hemisfério Ocidental seja usado como base de operações para adversários, rivais e concorrentes dos Estados Unidos (...) Não podemos continuar a permitir que as maiores reservas de energia do mundo estejam sob o controle de adversários dos Estados Unidos", enfatizou.
Por fim, ele mencionou relatos de supostos abusos de direitos humanos cometidos pelo governo de Maduro. "Mais de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país, desestabilizando os países vizinhos da região e criando a maior crise de refugiados do mundo", disse ele.
Ele também criticou o fato de que, enquanto "milhões de venezuelanos" no exterior receberam a notícia da operação contra Maduro com "júbilo", o Conselho de Segurança das Nações Unidas "pontificou".
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