Publicado 03/06/2026 13:11

Os EUA investigam dois governadores mexicanos do partido no poder por supostas ligações com o crime organizado

Archivo - Arquivo - 29 de dezembro de 2025, Cidade do México, México: O governador de Sonora, Alfonso Durazo Montaño, fala sobre o Plano de Justiça para Cananea durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional, em 29 de dezembro de 2025, na Cidade do
Europa Press/Contacto/Luis Barron - Arquivo

MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo dos Estados Unidos está investigando os governadores Alfonso Durazo, do estado de Sonora, e Américo Villarreal Anaya, do estado de Tamaulipas, ambos do partido Morena, da presidente Claudia Sheinbaum, por supostas ligações com o crime organizado, somando-se assim a outras denúncias apresentadas por Washington contra altos funcionários do governo, o que se insere em uma campanha para tentar interferir nas eleições de 2027.

Durazo é associado ao crime organizado, enquanto Anaya é ligado ao contrabando de combustível, conhecido no México como “huachicol”, de acordo com uma investigação do jornal “Los Angeles Times” e da ONG jornalística Puente News Collaborative, que tiveram acesso a fontes familiarizadas com esses dois casos.

A ambos foi revogado o visto para viajar aos Estados Unidos, uma questão que o governo de Sonora negou. “A informação publicada é completamente falsa” e Durazo “não foi notificado de nenhuma investigação por parte das autoridades” daquele país, rejeitou a secretária de Comunicação, Paloma Terán.

Do mesmo modo, se manifestaram as autoridades do estado de Tamaulipas. “São alegações falsas que pretendem apresentar acusações de enorme gravidade sem uma única prova que as respalde. Não há documentos, autos, resoluções nem evidências verificáveis que comprovem o publicado”, destacaram as autoridades estaduais.

Enquanto se aguardam mais detalhes sobre essa investigação, essas alegações se somam a uma série de acusações que Washington vem lançando contra altos cargos do México, como o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Rocha Moya e outros nove funcionários de colaborar com o Cartel de Sinaloa para introduzir fentanil, heroína, cocaína e metanfetamina no país, solicitando sua extradição.

Rocha Moya foi afastado provisoriamente do cargo de governador enquanto a investigação no México segue em andamento, e a presidente do país se recusou a extraditar qualquer um deles por falta de provas. Nesse sentido, ela denunciou que essas manobras são pura interferência para influenciar as eleições.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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