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Embaixador dos EUA na OTAN evita avaliar a hipótese de expulsão de Trump
BRUXELAS, 14 out. (EUROPA PRESS) -
O embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, reiterou nesta terça-feira que "todos os aliados", "incluindo a Espanha", devem se comprometer com a meta de gastos militares de 5% do PIB acordada na cúpula de líderes aliados em Haia, já que não há "exceções ou ressalvas" ao pacto.
"Todos os aliados, inclusive a Espanha, terão que cumprir sua obrigação do artigo 3, que diz que eles gastarão de acordo com seu compromisso. Não há exceções ou ressalvas. Cada um dos aliados terá que fazer isso", enfatizou o embaixador dos EUA na OTAN em comentários antes da reunião de quarta-feira dos ministros da defesa aliados em Bruxelas.
Nesse sentido, ele destacou que Washington espera que "todos" os aliados atinjam o compromisso de 5%, dos quais 3,5% correspondem a investimentos diretos em meios militares para cumprir os objetivos de capacidades que garantam a segurança da região euro-atlântica.
"Todos os aliados concordaram em fazer isso. Não houve exceções ou saídas do acordo. Todos os 32 aliados concordaram com o mesmo acordo", disse Whitaker sobre o acordo alcançado em Haia.
O embaixador dos EUA não entrou em detalhes sobre as declarações feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou na semana passada com a opção de expulsar a Espanha da OTAN se ela não atingisse o limite de 5%.
De qualquer forma, ele insistiu que, se todos os aliados se comprometerem com o investimento militar, a segurança coletiva da OTAN será fortalecida, equilibrando o fardo dentro da organização, um dos cavalos de batalha dos Estados Unidos há décadas. "A OTAN tem garantido a paz em toda a Aliança há 76 anos, mas o mundo é perigoso demais para que a segurança seja um dado adquirido", disse ele.
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