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MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, insistiu nesta terça-feira que Cuba precisa fazer “mudanças drásticas” em sua política econômica, depois que Havana anunciou estar disposta a estabelecer uma relação comercial “fluida” com empresas americanas.
“O que anunciaram ontem não é suficientemente drástico. Não vai resolver o problema”, afirmou Rubio em declarações à imprensa no Salão Oval, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
“É uma economia que sobreviveu (...) graças aos subsídios da União Soviética e agora da Venezuela. Já não recebem subsídios, por isso têm muitos problemas. As pessoas no comando não sabem como resolver isso. Precisam colocar novas pessoas no comando”, acrescentou.
Rubio reiterou, assim, que o fim do embargo está condicionado às mudanças políticas na ilha caribenha, palavras que surgem depois que o vice-primeiro-ministro de Cuba, Óscar Pérez-Oliva Fraga, assegurou em entrevista concedida à rede de televisão NBC que “Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com as empresas americanas”.
“O bloqueio nos priva do acesso ao financiamento, ao acesso à tecnologia, ao acesso aos mercados e, nos últimos anos, tem se voltado especificamente para privar nosso país do acesso ao combustível”, explicou o líder cubano.
Trump se referiu em várias ocasiões a forçar um acordo com as autoridades de Havana ou, caso contrário, promover uma intervenção mais direta. “Tomar Cuba de alguma forma, seja libertá-la ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser com ela”, disse ele recentemente.
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