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MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos impôs uma taxa de 100 mil dólares por ano (cerca de 85 mil euros) em troca da emissão de vistos H1-B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados em setores especializados, evitando assim o "abuso" que, segundo as autoridades norte-americanas, estava sendo cometido até agora contra os trabalhadores do país norte-americano.
"O programa de visto de não-imigrante H-1B foi criado para trazer trabalhadores temporários aos Estados Unidos para desempenhar funções adicionais e altamente qualificadas, mas tem sido deliberadamente explorado para substituir, em vez de suplementar, os trabalhadores norte-americanos por mão de obra menos qualificada e com salários mais baixos", diz o documento emitido pela Casa Branca com a proclamação da nova tarifa.
Para a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, empresas de setores como o de tecnologia têm se aproveitado desse programa de vistos para contratar estrangeiros sem as habilidades e qualificações correspondentes, fazendo com que os trabalhadores americanos sejam "demitidos" e seus salários caiam.
O visto H1-B foi projetado para "preencher postos de trabalho para os quais não há trabalhadores americanos altamente qualificados e educados" e, em vez disso, "prejudica os salários e as oportunidades de emprego" dos funcionários nacionais, afirma a Casa Branca.
"Precisamos de trabalhadores. Precisamos de excelentes trabalhadores. E isso praticamente garante que é isso que vai acontecer", disse o presidente dos EUA após assinar a ordem no Salão Oval.
As empresas que quiserem contratar esse tipo de trabalhador terão que pagar US$ 100.000 além do salário, o que fará com que as empresas prefiram treinar "um recém-formado de uma das melhores universidades do nosso país" em vez de um estrangeiro não qualificado. "Isso simplesmente não é econômico", disse o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
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