Europa Press/Contacto/Joaquªn Hernndez
MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira a imposição de sanções contra a petrolífera estatal cubana, no âmbito das pressões do governo Trump sobre as autoridades e do bloqueio imposto ao país caribenho.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu em sua lista de sancionados a entidade Unión Cuba Petróleo, “também conhecida como ‘CUPET’”, sem fornecer mais detalhes a respeito.
Por sua vez, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou nas redes sociais que adotou a mesma medida contra “a empresa estatal de energia cubana”, alegando que “as elites comunistas de Cuba transformaram a energia em uma arma para exercer controle social e obter benefícios cleptocráticos”.
“Durante décadas, o regime roubou e acumulou o combustível disponível, utilizando-o para o jato particular dos Castro, para as forças de segurança que reprimem o povo cubano, para manter iluminados os hotéis turísticos vazios e para transportar pessoas para protestos falsos e espetáculos políticos; tudo isso enquanto o povo cubano sofre com apagões e espera semanas para abastecer seus carros”, afirmou.
Rubio indicou que as autoridades americanas continuarão “agindo contra a capacidade do regime comunista de aproveitar seu comércio energético para promover sua agenda corrupta e reprimir violentamente o povo cubano”.
Recentemente, o governo Trump impôs sanções ao presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e a outras quatro pessoas, entre as quais figura seu antecessor, Raúl Castro. O gabinete de Bessent divulgou as medidas contra cinco entidades cubanas, incluindo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.
Desde o início do ano, os Estados Unidos intensificaram suas pressões contra a ilha por meio de um bloqueio “de fato” sobre o combustível, algo a que o presidente de Cuba se referiu como um “castigo coletivo” que equivale, em sua opinião, a um “ato de genocídio”.
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