CÁRTEL JALISCO NUEVA GENERACIÓN - Arquivo
MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos impôs sanções a mais de meio centenar de pessoas e entidades mexicanas que considera ligadas ao Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), no que descreveu como “um golpe crucial contra a cúpula de uma das organizações narcoterroristas mais violentas e perigosas do hemisfério”.
“Em uma ação histórica para enfraquecer o narcoterrorismo, os Estados Unidos impõem sanções a mais de 50 pessoas e entidades mexicanas ligadas ao Cartel de Jalisco Nova Geração, desferindo um golpe crucial contra a cúpula de uma das organizações narcoterroristas mais violentas e perigosas do hemisfério”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Thomas Pigott, em um comunicado.
Segundo o departamento liderado por Marco Rubio, essas sanções “desmantelam uma ampla gama de atividades criminosas e terroristas do CJNG em vários estados mexicanos”.
A medida, além disso, “também visa Juan Carlos González, conhecido como ‘Pelón’, cidadão com dupla nacionalidade — americana e mexicana — e novo líder do CJNG”. Além disso, lembrou que o Departamento “continua oferecendo uma recompensa de até 5 milhões de dólares (quase 4,4 milhões de euros), no âmbito do Programa de Recompensas por Narcóticos, por informações que levem à sua prisão e/ou condenação”. “Os dias de impunidade de Pelón estão contados; ele será levado à justiça”, afirma o comunicado.
“Membro veterano do cartel, Pelón ascendeu a esse cargo após a morte de seu padrasto, El Mencho, que faleceu durante uma operação do governo mexicano em fevereiro de 2026. Pelón, também conhecido como ‘Juan Carlos Valencia González’, enfrenta acusações federais por tráfico de drogas nos Estados Unidos, apresentadas perante o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia”, lembrou, por sua vez, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), do Departamento do Tesouro, em um comunicado.
Nesse comunicado, o OFAC, principal órgão sancionador do Executivo dos Estados Unidos, destacou que esse conjunto de designações “revela como os líderes e altos cargos dos cartéis mexicanos costumam confiar seus bens a familiares próximos e sócios de confiança”.
“Essas pessoas costumam ocupar cargos de liderança em empresas de sua rede, com o objetivo de reduzir o risco de que tais empresas e seus integrantes sejam alvo de futuras investigações”, explica em uma nota na qual detalha um conjunto de sanções contra a rede empresarial e familiar de Audias Flores Silva, conhecido como ‘Jardinero’.
Um de seus sócios mais importantes “é César Alejandro Villasenor Olivares (também conhecido como ‘El Güero Conta’)”, sobre quem o Tesouro afirma que “é responsável por supervisionar a rede de ‘Jardinero’, composta por empresas de fachada, pessoas físicas e familiares, (e) concebida para ocultar a participação de ‘Jardinero’ nos bens obtidos inicialmente com lucros ilícitos”.
Também está incluída a de Gerardo Botello Rozalez, conhecido como “El Cachas”, sobre quem foi lembrado que “esteve vinculado ao centro de treinamento do Rancho Izaguirre”, um terreno em Jalisco utilizado pelo CJNG como centro de confinamento, treinamento e extermínio, onde foram descobertos inúmeros restos humanos e até mesmo três fornos crematórios clandestinos.
Nesse caso, a OFAC também designou “a esposa mais recente de ‘El Cachas’, Liliana Cisneros Tapia, e seus filhos — Jesús David Botello Ortiz, Edgar Gerardo Botello Ortiz e Ricardo Botello Ortiz — por sua participação nas entidades corporativas mencionadas”.
Entre as atividades que o Tesouro atribui ao CJNG e a seus membros, estão o “tráfico de fentanil e roubo de combustível”, o “tráfico de cocaína” e a “lavagem de dinheiro de terceiros”.
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