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MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos impôs sanções nesta segunda-feira ao Ministério do Turismo de Cuba e a outras nove entidades estatais por canalizarem receitas para o “regime” cubano em meio ao bloqueio energético imposto por Washington, que, em janeiro passado, ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo à ilha caribenha.
“Essas ações têm como alvo os pilares interligados de seu aparato: entidades estatais que canalizam receitas para o regime e para as forças paramilitares, grupos civis armados e organizações de vigilância que reprimem o povo cubano”, afirmou o Departamento de Estado dos Estados Unidos em um comunicado.
Especificamente, Washington incluiu na lista as Milícias de Tropas Territoriais (MTT), uma força paramilitar civil que opera sob o comando do Ministério das Forças Armadas de Cuba, bem como a Associação de Combatentes da Revolução Cubana (ACRC), organização social e paramilitar que “realiza tarefas de vigilância contra dissidentes sob a direção do Ministério do Interior”.
O governo Trump também impôs sanções às Brigadas de Resposta Rápida — grupos civis armados de autodefesa, organizados e treinados pelo governo cubano — e empresas como a Corporação Antilhana Exportadora (Antex), a Enetec, a Coreydan e o grupo empresarial de transporte marítimo e portuário (Gemar).
O secretário de Estado, Marco Rubio, comemorou no sábado o quinto aniversário dos “protestos de 11 de julho”, a grande mobilização realizada em vários pontos da ilha em denúncia à escassez de alimentos e medicamentos no contexto da pandemia de coronavírus.
Rubio já havia alertado, na ocasião, os líderes da ilha para que aceitassem essas reformas antes que fosse “tarde demais”. “Os Estados Unidos continuarão utilizando todas as ferramentas à sua disposição tanto para enfrentar as ameaças à segurança nacional que o regime comunista cubano representa quanto para impulsionar as reformas econômicas e políticas que proporcionem a Cuba um futuro melhor”, afirmou.
Após seis décadas de embargo em vigor sobre a ilha, os Estados Unidos impuseram, desde o início do ano, um bloqueio energético que provocou, em algumas ocasiões, a paralisação total do abastecimento. Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, denunciou que a ilha é alvo de uma punição coletiva imposta pela Casa Branca.
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