Europa Press/Contacto/Michael Brochstein
MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira novas sanções contra mais de uma centena de funcionários da Nicarágua, bem como contra familiares e pessoas próximas aos copresidentes do país, Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, em resposta à morte do líder indígena Brooklyn Rivera na prisão.
“O governo Trump tomou medidas decisivas para impor restrições adicionais em matéria de vistos a mais de 100 funcionários da ditadura e a seus familiares”, informou o Departamento de Estado em uma decisão que vincula a morte do líder indígena, a quem classifica como “prisioneiro político”.
Dessa forma, Washington insiste que “não ignorará a responsabilidade da ditadura de Murillo-Ortega pela terrível morte do preso político Brooklyn Rivera”. Especificamente, aponta Lumberto Campbell, membro do Conselho Supremo Eleitoral (CSE) e considerado um operador político do casal presidencial, por “participar diretamente na negação de assistência médica” ao preso.
Segundo informa o Departamento liderado por Marco Rubio, com este novo conjunto de restrições, os Estados Unidos mantêm medidas em matéria de vistos contra mais de 2.350 funcionários nicaraguenses e seus familiares por seu “papel cúmplice” na “ditadura” da dupla Ortega e Murillo.
“Os Estados Unidos permanecem ao lado do povo nicaraguense que, assim como Rivera, aspira a ver uma Nicarágua livre”, destacou a diplomacia norte-americana.
Preso pelo governo nicaraguense em 29 de setembro de 2023, as autoridades da Nicarágua confirmaram sua morte em um hospital da capital, Manágua, para onde foi transferido devido à grave deterioração de seu estado de saúde durante a detenção.
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