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Washington denuncia “falsas acusações” com o objetivo final de “minar a legitimidade” do Estado de Israel MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
Os Estados Unidos, a Hungria, a Namíbia e Fiji apresentaram nesta sexta-feira uma declaração para intervir em favor de Israel no processo por genocídio aberto contra o país no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), iniciado pela África do Sul, conforme informado pelo próprio tribunal em um comunicado publicado nesta sexta-feira.
A África do Sul apresentou sua ação contra Israel no final de dezembro de 2023, sob a premissa de que poderia estar ocorrendo um “genocídio” na Faixa de Gaza, onde já morreram mais de 72.000 pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde de Gaza.
Para Israel, por outro lado, trata-se de uma denúncia “infundada”, tese que compartilha com seu principal aliado internacional, os Estados Unidos. Nesse sentido, a defesa israelense acusou a África do Sul de apresentar uma versão “profundamente distorcida” da realidade e justificou a ofensiva em sua essência e forma. O conteúdo da declaração norte-americana foi resumido pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em um comunicado publicado nas redes sociais. “Os Estados Unidos enfatizam, nos termos mais veementes, que as acusações da África do Sul não só são falsas, como também pretendem lançar falsas acusações contra o Estado de Israel, como parte de uma campanha mais ampla destinada a minar a legitimidade do Estado de Israel e do povo judeu, e incitar o terrorismo contra eles”, informou.* “O Estado de Israel valoriza e agradece a postura de seus amigos em defesa da verdade e da justiça histórica, e especialmente o firme apoio dos Estados Unidos em todas as esferas”, conclui o Ministério das Relações Exteriores de Israel sobre a posição norte-americana.
Washington interveio ao abrigo do artigo 63 do Estatuto da CIJ, que prevê o direito de questionar a interpretação das convenções que fundamentam o tribunal, neste caso a relativa à Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, de dezembro de 1948. Qualquer Estado que o faça terá o direito de intervir no processo. Mais de uma dúzia de países apresentaram intervenções no caso de Israel, entre eles Espanha e Irlanda, com opiniões favoráveis à posição sul-africana. As autoridades da Islândia e dos Países Baixos apresentaram ontem, quinta-feira, sua declaração de intervenção perante a CIJ para se somarem à causa aberta contra Israel.
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