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A Casa Branca sublinha que a possibilidade de usar “força letal” está em cima da mesa “caso seja necessário” MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca afirmou nesta terça-feira que “a primeira opção” para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “é a diplomacia”, embora tenha reiterado que a possibilidade de usar “força letal” está em discussão “caso seja necessário”, em meio às negociações indiretas com o Irã sobre seu programa nuclear e às ameaças de Washington sobre um possível ataque contra o país.
“A primeira opção de Trump é sempre a diplomacia, mas ele está disposto a usar a força letal do Exército dos Estados Unidos, se necessário”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que destacou que o presidente “é o responsável pela tomada de decisões”.
Assim, ela rejeitou as “informações sensacionalistas” em torno da possível tomada de decisão sobre um ataque e afirmou que “qualquer pessoa que especule na mídia escondendo-se atrás de fontes não identificadas, fingindo saber o que Trump pensa ou a decisão que ele tomará sobre o Irã, não tem ideia do que está falando”.
Leavitt aproveitou ainda para garantir que os bombardeios executados pelos Estados Unidos em junho de 2025 contra três instalações nucleares iranianas, na sequência da ofensiva lançada dias antes por Israel contra o país, representaram “uma missão absolutamente bem-sucedida que destruiu totalmente as instalações nucleares do Irã”.
“Isso não significa que o Irã não tentará novamente estabelecer um programa nuclear que possa ameaçar diretamente os Estados Unidos e seus parceiros. É isso que o presidente quer garantir que não aconteça”, destacou, depois que o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, apontou que Teerã poderia estar “a uma semana” de obter armas nucleares.
As palavras de Witkoff geraram especulações sobre o verdadeiro sucesso dos bombardeios americanos, uma vez que isso implicaria que eles não tiveram o sucesso anunciado, embora as autoridades iranianas insistam há anos que não buscam desenvolver armas nucleares e que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.
As palavras da porta-voz vêm também depois de Trump ter recentemente colocado em cima da mesa um “ataque limitado” contra o país se não houvesse avanços que ele considerasse significativos nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, embora Omã tenha destacado que ambas as partes manterão nesta quinta-feira uma nova rodada de contatos indiretos.
Trump, que inicialmente ameaçou com uma intervenção militar devido à repressão dos últimos protestos no Irã, passou posteriormente a enquadrar suas advertências no programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins exclusivamente pacíficos e que sofreu um duro golpe com os bombardeios israelenses e americanos em junho de 2025, que deixaram mais de 1.100 mortos no país asiático.
Até o momento, Teerã tem demonstrado desconfiança em reabrir as negociações com Washington devido à referida ofensiva, uma vez que ela ocorreu em meio a um processo diplomático entre o Irã e os Estados Unidos para chegar a um novo acordo nuclear, depois que o acordo assinado em 2015 ficou sem conteúdo após a retirada unilateral do país norte-americano em 2018 por decisão do próprio presidente.
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