Publicado 26/08/2026 13:27

Os EUA enfatizam que o fim da ofensiva de Israel no Líbano depende do desarmamento do Hezbollah

Ele afirma que só aceitaria negociar com o Hezbollah se a milícia “tivesse algo a apresentar” a Washington

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo da fumaça após um ataque de Israel ao Líbano.
Marwan Naamani/ZUMA Press Wire/d / DPA - Arquivo

MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -

O embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, afirmou nesta quarta-feira que o fim da ofensiva de Israel no Líbano está condicionado ao desarmamento do partido-milícia xiita Hezbollah.

“Não há nenhum acordo para pôr fim à agressão israelense porque o Hezbollah não entregou suas armas”, afirmou ele em declarações divulgadas pelo jornal libanês ‘L’Orient-Le Jour’. “O partido não quer fazer nada, então por que pedir a Israel que faça tudo?”, acrescentou.

Nesse sentido, Issa criticou as concessões “unilaterais” que, em sua opinião, estão sendo exigidas de Israel, ressaltando que não se pede ao Hezbollah que “deponha as armas”.

Dessa forma, diante de negociações que parecem estagnadas, mas que, segundo o embaixador, continuam em andamento e se mantêm em nível técnico em Roma, o embaixador norte-americano indicou que Washington não vai negociar com o Hezbollah, afirmando que só daria esse passo se a milícia “tivesse algo a apresentar” a Washington.

AOUN DEFENDE AS NEGOCIAÇÕES, MESMO QUE NÃO SEJA “FÁCIL NEM RÁPIDO”

Com relação às negociações, o presidente libanês, Joseph Aoun, insistiu na defesa das conversas, ressaltando que elas buscam “evitar as calamidades e tragédias causadas pela guerra”.

“É verdade que não é fácil nem rápido, e há obstáculos e dificuldades, mas ainda assim é muito melhor do que a guerra”, afirmou ele sobre o processo de contatos com Israel, após ressaltar que o objetivo de Beirute continua sendo “a libertação do sul e o envio do Exército até a fronteira, a recuperação dos prisioneiros, o retorno dos deslocados e a reconstrução”.

Dessa forma, ele indicou que as evidências mostram que esses objetivos “não podem ser alcançados por meio da guerra”. “Não há, portanto, outra opção a não ser a negociação”, enfatizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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