Publicado 04/03/2026 13:22

Os EUA enfatizam que estão “vencendo” a guerra no Irã e que a ofensiva tem resultados “históricos” em quatro dias.

2 de março de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos da América: O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, à direita, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa com o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, para discutir a Ope
Europa Press/Contacto/Ssgt. Madelyn Keech/Dod

O Pentágono reivindica a eliminação do líder de uma célula que pretendia atacar Trump e afirma estar investigando o ataque a uma escola em Minab MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -

O Pentágono destacou nesta quarta-feira que está “vencendo” a guerra no Irã, após insistir que em “apenas quatro dias” conseguiu resultados “incríveis” em sua ofensiva contra o país centro-asiático, incluindo a eliminação do líder de uma unidade que “tentou assassinar” o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Os Estados Unidos estão vencendo, de forma decisiva, devastadora e impiedosa. Estamos nisso há apenas quatro dias. Os indicadores estão mudando. É muito cedo e levaremos todo o tempo necessário para garantir o sucesso. Mas só estamos há quatro dias e os resultados têm sido incríveis”, afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em coletiva de imprensa na sede do Pentágono para dar conta da operação militar contra a República Islâmica. Nesse sentido, ele afirmou que a combinação de inteligência e poderio militar dos Estados Unidos e de Israel “controlará” o Irã “em breve”. “O Irã continuará sendo capaz de lançar alguns mísseis e continuará sendo capaz de lançar drones de ataque unidirecionais contra alvos civis”, indicou, reconhecendo que as embaixadas e bases na região do Oriente Médio estão sendo alvo de represálias iranianas, que ele atribuiu a táticas “terroristas”.

Sobre os próximos passos a serem dados na ofensiva, o chefe do Pentágono adiantou que virão “mais ondas de ataques e de maior magnitude”. “Estamos apenas começando. Estamos acelerando, não desacelerando”, enfatizou para ressaltar que as capacidades militares do Irã “estão se evaporando” com o passar do tempo e, segundo ele, a superioridade militar dos Estados Unidos se torna palpável.

Assim, sobre a perspectiva temporal da operação no Irã, ele reiterou que os limites são estabelecidos apenas pelo presidente americano e disse que o ataque “pode levar seis semanas”, mas também oito ou três. “No final, nós estabelecemos o ritmo e a cadência. O inimigo está desequilibrado e vamos mantê-lo assim”. ELIMINA O LÍDER DE UMA CÉLULA QUE QUERIA MATAR TRUMP Hegseth anunciou, neste contexto, que as forças americanas eliminaram o líder da unidade que supostamente estava por trás de um plano para assassinar Trump. “Sabíamos há muito tempo que o Irã tinha intenções de tentar matar Trump e outros funcionários americanos. E embora isso não fosse o foco da operação, nem de longe, garantimos que os responsáveis por isso acabassem fazendo parte da lista de alvos”, explicou. “Se tivéssemos a oportunidade de capturar aqueles que tentavam atacar especificamente os americanos, nós o faríamos. E assim, finalmente tivemos a oportunidade de fazê-lo a partir do ar”, detalhou. INVESTIGAÇÃO DO ATAQUE A UMA ESCOLA

Em relação ao bombardeio contra uma escola no sul do Irã, que deixou mais de 160 mortos, pouco depois do início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, o responsável pela Defesa norte-americana garantiu que o país está "investigando" este caso, sem querer dar mais detalhes e depois de insistir que o Exército "nunca ataca alvos civis".

As autoridades iranianas estimaram em 165 o número de vítimas deste bombardeio, na sua maioria alunas da escola na localidade de Minab.

Questionado sobre possíveis contatos com grupos curdos para sua intervenção no terreno no Irã, Hegseth não negou essas informações, embora tenha sinalizado que “nenhum” dos alvos americanos “se baseia no apoio ou no armamento de nenhuma força em particular”. “Estamos cientes do que outras entidades podem estar fazendo, mas nossos objetivos não se concentram nisso”, sinalizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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