Publicado 20/04/2026 04:28

Os EUA divulgam um vídeo do ataque a um navio iraniano e afirmam que este não respondeu às "advertências" durante seis horas

Archivo - Arquivo - 2 de outubro de 2024 - No mar - O contratorpedeiro de mísseis guiados da classe Arleigh Burke USS Spruance (DDG 111) navega pela área de responsabilidade do Comando Central dos EUA.
Europa Press/Contacto/U.S. Navy - Arquivo

MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -

O Exército dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira um vídeo sobre o ataque e a interceptação do navio porta-contêineres iraniano “Touska” no Golfo de Omã e afirmou que a embarcação não respondeu a “repetidas advertências” durante seis horas, em meio ao bloqueio norte-americano ao Estreito de Ormuz, uma situação que coloca em risco as negociações entre Teerã e Washington para chegar a um acordo.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) publicou nas redes sociais um vídeo sobre “a abordagem e apreensão” do navio, realizada depois que um “míssil guiado” disparado pelo “USS Spruance” “inutilizou o sistema de propulsão” do “Touska”.

Assim, o CENTCOM destacou que essas ações foram realizadas depois que o navio comercial “se recusou a cumprir repetidas advertências das forças americanas durante um período de seis horas”, fato que levou o Irã a denunciar uma violação do cessar-fogo de duas semanas alcançado em 8 de abril.

O porta-voz do Comando Geral Central Jatam al Anbiya — o comando de combate unificado das Forças Armadas iranianas —, Ebrahim Zolfaqari, denunciou que Washington “violou o cessar-fogo e cometeu um ato de pirataria marítima ao disparar contra um navio mercante iraniano nas águas do Mar de Omã”.

Nesse sentido, ele destacou que o sistema de navegação do navio ficou “inutilizado”, ao mesmo tempo em que advertiu que as Forças Armadas do Irã “responderão e tomarão represálias em breve contra esse ato de pirataria armada perpetrado pelo Exército dos Estados Unidos”.

O ataque contra o “Touska” ocorre em meio ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz, que se manteve mesmo após o Irã anunciar que retiraria suas restrições à navegação na zona — sempre sujeita à coordenação com suas Forças Armadas —, após a entrada em vigor de um cessar-fogo no Líbano.

A recusa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retirar esse bloqueio, apesar da decisão de Teerã, levou as autoridades iranianas a denunciar uma violação dos acordos alcançados para iniciar conversações de paz, fato que colocou em dúvida a possibilidade de uma segunda rodada de contatos nesta semana na capital do Paquistão, Islamabad.

Trump confirmou o envio de sua delegação a Islamabad com o objetivo de retomar, na próxima terça-feira, 21 de abril, as negociações de paz com Teerã, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma nova rodada de conversações para um acordo que ponha fim à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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