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Rubio discute com a Guiana a possibilidade de aumentar a “cooperação em matéria de segurança” face aos “desafios comuns” MADRID 7 jan. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manteve conversações nas últimas horas com as autoridades da Argentina e do Equador para abordar a situação na Venezuela após o ataque executado por Washington contra o país sul-americano durante o dia 3 de janeiro, que resultou em dezenas de mortos e na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
O vice-porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot, explicou que Rubio manteve uma conversa com seu homólogo argentino, Pablo Quirno, para “discutir” a “operação”, conversa na qual transmitiu ao chefe da diplomacia argentina o agradecimento de Washington a Buenos Aires por sua “cooperação contínua para enfrentar o narcoterrorismo e reforçar a segurança na região”.
Rubio também conversou com o presidente do Equador, Daniel Noboa, para abordar o ataque e “os esforços regionais para promover a estabilidade na Venezuela”, ao mesmo tempo em que agradeceu a Quito pela “parceria com o Equador para enfrentar o narcoterrorismo e reforçar a segurança no hemisfério”. “Rubio demonstrou o compromisso dos Estados Unidos em continuar uma cooperação estreita para promover a segurança regional”, acrescentou Piggot.
Rubio também manteve uma terceira conversa com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, com quem discutiu “um maior fortalecimento da segurança” e elogiou sua “liderança” como “parceiro regional de segurança” e pelo “papel crescente” do país sul-americano “na promoção da estabilidade” no hemisfério ocidental.
“O secretário reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com o aprofundamento da cooperação em matéria de segurança para enfrentar os desafios comuns, incluindo o tráfico de drogas e armas de fogo, que ameaçam a estabilidade regional e a resiliência econômica”, afirmou.
Nesse sentido, ele enfatizou que “ambos os líderes destacaram a importância de uma colaboração contínua para alterar as organizações terroristas internacionais e as redes criminosas transnacionais, ao mesmo tempo em que reforçam as capacidades das agências governamentais e a segurança nas fronteiras”.
Argentina, Equador e Guiana — país com o qual a Venezuela mantém uma disputa fronteiriça pelo controle da região de Esequibo — são alguns dos principais aliados dos Estados Unidos na América do Sul e mantêm relações tensas com as autoridades venezuelanas, agora lideradas pela presidente interina Delcy Rodríguez, que era vice-presidente no momento da prisão de Maduro.
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