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MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos retirou a Colômbia da lista de países que lutam contra as drogas, garantindo que "o cultivo de coca e a produção de cocaína atingiram recordes históricos sob a presidência de Gustavo Petro", e incluindo o país, juntamente com outros como Venezuela, Afeganistão, Equador e China, como "importantes países de trânsito ou produção de drogas ilícitas".
Especificamente, Washington designou "Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela por seu manifesto fracasso, nos últimos 12 meses, em cumprir suas obrigações sob acordos internacionais de combate ao narcotráfico e em tomar as medidas necessárias", diz o documento divulgado pelo Departamento de Estado, assinado pelo presidente Donald Trump, que condena Bogotá e Caracas nos termos mais absolutos.
"Na Colômbia, o cultivo de coca e a produção de cocaína atingiram máximos históricos sob a presidência de Gustavo Petro, e suas tentativas fracassadas de chegar a acordos com grupos narcoterroristas só exacerbaram a crise", denunciou o governo Trump.
As decisões de Bogotá, observa o texto oficial, "minaram anos de cooperação mutuamente benéfica entre nossos países contra os narcoterroristas". "Por essa razão, designei a Colômbia por ter manifestamente falhado em cumprir suas obrigações na área de controle de drogas", enfatizou o presidente dos EUA, especificando que tal descumprimento "se deve exclusivamente à liderança política" de Petro.
O presidente colombiano, por sua vez, criticou a decisão, afirmando no conselho de ministros que seu governo é o que mais apreendeu cocaína "na história", desmantelando "milhares de laboratórios".
Petro também defendeu que "é mentira" que as plantações de coca tenham aumentado, mas que "a curva de crescimento da folha de coca no governo de (ex-presidente Iván) Duque aumentou, no governo Petro ela se manteve".
Além disso, ele denunciou o fato de que "políticos amigos da direita colombiana, ligados ao narcotráfico", convenceram "autoridades de direita nos Estados Unidos", a quem ele acusou de acreditar "mais na ideologia do que na eficácia".
Petro, por outro lado, saudou o fato de que a medida "não implica em sanções" contra a Colômbia e também que ela põe fim à obrigação de Washington de mobilizar suas forças de segurança. "Não há mais policiais mortos", ressaltou, antes de enfatizar que, com essa mudança, "a dependência do exército colombiano e de suas forças militares das armas dos EUA acabou".
WASHINGTON REJEITA O "REGIME CRIMINOSO DO TRAFICANTE DE DROGAS" MADURO
O governo dos EUA também defendeu a classificação da Venezuela, que justificou referindo-se ao "regime criminoso do acusado de tráfico de drogas, Nicolás Maduro, (que) lidera uma das maiores redes de tráfico de cocaína do mundo".
"Os Estados Unidos continuarão a tentar levar Maduro e outros membros de seu regime cúmplice à justiça por seus crimes. Também perseguiremos as organizações terroristas estrangeiras venezuelanas, como o Trem de Aragua, e as expulsaremos de nosso país", disse a declaração.
A inclusão da Venezuela nessa lista foi divulgada horas depois que os militares dos EUA realizaram o segundo ataque em duas semanas contra um barco em águas caribenhas, no qual três "terroristas" venezuelanos foram mortos, de acordo com Trump, que supostamente transportavam drogas.
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