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MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira uma ação judicial contra a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), instituição de ensino que acusa de não ter combatido o ambiente “hostil” e “antisemita” em seu campus, especialmente na sequência dos protestos pró-palestinos contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.
A informação foi divulgada pelo Escritório de Direitos Civis do Departamento de Justiça, em um comunicado no qual denunciou a suposta “indiferença deliberada diante da discriminação por raça e origem nacional contra estudantes judeus e israelenses” por parte da referida instituição acadêmica em seu campus na capital californiana.
O Departamento, que ressaltou que esses fatos constituem uma “violação” do Título VI da Lei dos Direitos Civis de 1964, está “exigindo que a UCLA preste contas por sua tolerância diante do ambiente educacional hostil igualmente deplorável” contra seus estudantes, após lembrar que, no início do ano, já havia denunciado essa universidade por, supostamente, “submeter” seus funcionários judeus e israelenses a um ambiente de trabalho “antisemita”.
A ação foi apresentada ao Distrito Central após a investigação, por parte do Departamento de Justiça, de vários “incidentes antissemitas” contra alunos da UCLA, bem como das “conclusões escritas que determinam, em parte, que a UCLA não cumpriu suas obrigações legais (...) ao responder a tais incidentes”.
O órgão assegurou no mesmo comunicado que o “ódio antissemita” contra os estudantes desta instituição universitária, que até o momento não se pronunciou a respeito da ação, “atingiu um ponto crítico” após os ataques perpetrados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) contra território israelense em 7 de outubro de 2023.
“Alguns estudantes foram agredidos fisicamente, ficaram feridos, foram expulsos do campus e privados de oportunidades educacionais devido à sua suposta ascendência judaica ou israelense”, relatou.
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