Matt Kaminsky/ZUMA Press Wire/dp / DPA
MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca criticou nesta quinta-feira o Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que “há décadas vem proferindo disparates sem sentido”, em resposta a um relatório de uma comissão das Nações Unidas que aponta que os Estados Unidos teriam cometido crimes de guerra em determinados bombardeios realizados contra o Irã.
“O Conselho de Direitos Humanos da ONU não conseguiu nada em matéria de direitos humanos, enquanto vem há décadas proferindo disparates sem sentido”, afirmou a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, em declarações reproduzidas pelo ‘Washington Post’.
Kelly enfatizou que “a única parte neste conflito que cometeu crimes de guerra é o regime iraniano, que assassinou milhares de seus cidadãos”, apesar de o relatório de fato apontar Teerã, neste caso por crimes contra a humanidade, devido à repressão aos protestos antigovernamentais.
A porta-voz também denunciou que o Irã “matou americanos no exterior, cometeu atos de terrorismo no Estreito de Ormuz e lançou ataques indiscriminados contra seus vizinhos da região”.
Além disso, ela ressaltou que o presidente Donald Trump “está garantindo com coragem que um país tão maléfico nunca venha a possuir uma arma nuclear, o que tornará o mundo inteiro mais seguro e estável”.
Está previsto que o Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 membros, receba na próxima segunda-feira este relatório que encontra “motivos razoáveis” para determinar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois bombardeios lançados contra uma escola e um centro esportivo nos primeiros momentos da ofensiva lançada em fevereiro, em conjunto com Israel, contra o Irã.
Assim, foi especificado que as forças americanas lançaram ataques com mísseis Tomahawk contra a escola primária Shajaré Taybé, em Minab, um estabelecimento escolar “claramente identificável”, e outro com mísseis com munição de tungstênio contra um centro esportivo em Lamerd, igualmente “claramente identificável”.
A missão destacou que o primeiro dos ataques, que resultou em mais de 150 mortos, entre eles 120 crianças, atingiu uma escola “adjacente a um complexo naval da Guarda Revolucionária do Irã”, localizada a cerca de 70 metros de distância da escola e sobre a qual não há informações que indiquem uso para fins militares no momento do bombardeio.
Nesse sentido, a missão detalhou que o ataque contra a escola fez parte do bombardeio lançado contra a referida instalação militar, antes de acrescentar que “o prédio da escola era o ponto de impacto previsto e que os danos não foram consequência de um impacto errôneo nem de danos colaterais do ataque contra o complexo adjacente da Guarda Revolucionária do Irã”.
No caso do bombardeio contra o complexo esportivo em Lamerd, que deixou mais de vinte mortos, ele destacou que o prédio “está visivelmente separado” de outro complexo da Guarda Revolucionária na região, ao mesmo tempo em que ressaltou que, assim como no caso da escola de Minab, “não há informações que indiquem que ele estivesse sendo utilizado para fins militares no momento do ataque”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático