MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Coreia do Sul e dos Estados Unidos realizaram nesta terça-feira sua primeira rodada de conversas de alto nível para abordar a implementação dos acordos de segurança firmados por seus respectivos líderes, o que inclui a aquisição de submarinos de propulsão nuclear equipados com armamento convencional.
Nestas primeiras conversas iniciais, que terão duração de dois dias, as partes se concentraram nas disposições relacionadas à segurança estabelecidas em um documento conjunto bilateral publicado após a cúpula entre o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e o norte-americano, Donald Trump, no último mês de outubro.
“A reunião reveste-se de importância porque as consultas de segurança, há muito adiadas, finalmente começaram e retomaram seu curso”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Park Il, em uma coletiva de imprensa, segundo informações coletadas pela agência de notícias Yonhap.
“A cooperação e a parceria entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos no setor nuclear contribuirão para aprofundar e ampliar a aliança bilateral”, destacou, antes de ressaltar o compromisso do governo de implementar plenamente os pontos acordados.
No primeiro dia das conversações, ambas as partes se concentraram em questões relacionadas à iniciativa de Seul de construir submarinos de propulsão nuclear, uma medida proibida pelo pacto nuclear bilateral entre Seul e Washington.
Além disso, está prevista para esta quarta-feira a segunda rodada de negociações, que será dedicada a uma análise mais detalhada das questões do enriquecimento de urânio e do reprocessamento de combustível nuclear usado, necessário para os submarinos.
Por sua vez, Pyongyang condenou a aprovação por parte de Washington dos planos militares com Seul, incluindo a construção desse tipo de submarino, e advertiu que, se a Coreia do Sul conseguir adquiri-los, ocorrerá “inevitavelmente” um “efeito dominó no âmbito nuclear”.
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